Foto: CMG

No mesmo sentido decorreu a atribuição da Bandeira Azul, uma vez que, todas as praias candidatadas pelo Município a este programa foram aprovadas pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE), podendo voltar a hastear um dos mais reconhecidos símbolos do cumprimento de um conjunto de rigorosos critérios relacionados com a informação e educação ambiental, qualidade da água balnear, gestão ambiental, segurança, serviços, responsabilidade social e envolvimento comunitário.

Estas distinções são importantes e refletem um trabalho rigoroso de preservação do património costeiro, num território que enfrenta, atualmente, desafios associados à crescente procura turística e à pressão sobre a faixa costeira, refere o municipio em comunicado.

Num recente artigo de opinião sobre a preparação da época balnear, o presidente da Câmara Municipal de Grândola, Luís Vital Alexandre, reconheceu que "existe um problema real no acesso às praias", sobretudo relacionado com a insuficiência de estacionamento e com o aumento da procura ao longo da costa.

"Reconhecido o problema, é necessário enfrentá-lo com responsabilidade e sem alimentar os mitos das soluções rápidas ou simplistas", realçou.

O autarca sublinhou que o executivo municipal está empenhado em garantir melhores condições de acessibilidade, pois estão "conscientes de que este problema afeta diretamente os residentes, cujo acesso às suas praias é cada vez mais dificultado face ao aumento da procura, e sabendo que as soluções não são imediatas nem dependem apenas da câmara", tendo sido "criada uma equipa multidisciplinar para estudar alternativas e trabalhar em articulação direta com a APA - Agência Portuguesa do Ambiente".

Luís Vital Alexandre admite que "as soluções estruturais exigirão uma revisão do atual POC ( Programa da Orla Costeira Espichel-Odeceixe)" e acrescentou que a câmara municipal "está disponível para participar ativamente neste processo e para assumir a construção de novos estacionamentos, desde que existam mecanismos que facilitem a sua localização e o financiamento, incluindo recurso públicos e privados".

Tendo em conta que o POC e os instrumentos municipais de ordenamento do território não anteciparam o aumento da procura, os processos de licenciamento – ambientais e urbanísticos – ignoraram os efeitos cumulativos da pressão turística sobre o litoral e os promotores privados falharam em assumir um compromisso mais profundo com o território e as suas exigências em termos de acessibilidades, cabe ao executivo reiterar "o compromisso de tornar as praias mais acessíveis, com transparência e responsabilidade", assumiu.

E defendeu uma abordagem assente na "cooperação institucional e compromisso de todos os intervenientes – incluindo governo e os promotores privados", que permita conciliar a valorização do litoral com a proteção ambiental e a qualidade de vida da população.

Para o município, os galardões atribuídos representam um reconhecimento da qualidade das praias do concelho, mas também a responsabilidade de continuar a proteger um território costeiro cada vez mais procurado, garantindo condições de fruição pública, segurança e preservação ambiental.

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SANTIAGO DO CACÉM
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