FMM mantém modelo com redução de custos e Tasquinhas vão ter novo formato em Sines
O modelo do Festival Músicas do Mundo (FMM) em Sines vai manter-se “em tudo semelhante” ao dos anos anteriores, mas com uma redução significativa de custos.
Foto: FMM
A garantia foi deixada, esta quarta-feira, pelo presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, que revelou, em declarações à rádio M24, que o objetivo passa por cortar, no mínimo, 350 mil euros ao orçamento do festival, estimado em 2,1 milhões de euros.
Segundo o autarca, a orientação do executivo é realizar o festival “dentro do mesmo modelo, mas com menos dinheiro”, admitindo que a redução prevista já representa “bastante dinheiro”, sobretudo num contexto de inflação.
Em termos de programação, o autarca revelou que haverá uma redução do número de concertos, sem descurar a qualidade do festival.
“Queremos claramente apostar na qualidade, que é o ADN do festival, e isso está garantido”, afirmou.
Uma das áreas em análise é o campismo associado ao FMM, reconheceu o eleito, acrescentando que a autarquia já reuniu com a GNR com o propósito de “estancar ao máximo o campismo ilegal”.
Em declarações à rádio M24, o autarca avançou ainda que , à partida, será definida apenas uma zona de campismo, junto ao Pavilhão Multiusos, à semelhança do ano passado.
O município prevê ainda reforçar o sombreamento e permitir a utilização das casas de banho e balneários do pavilhão pelos campistas, evitando o aluguer de infraestruturas externas como forma de poupança, reforçando, por outro lado, a segurança para prevenir atos de vandalismo no equipamento municipal.
Também os concertos na praia poderão “não se prolongar até tão tarde” como em edições anteriores.
Quanto às Tasquinhas, o presidente da Câmara confirmou que o município está a trabalhar para que o evento se realize este ano, mas com alterações significativas no formato.
Desde logo, a duração deverá passar de três para duas semanas, abrangendo três fins de semana e coincidindo com os dias do FMM.
Apesar de admitir que, no futuro, as Tasquinhas possam decorrer depois do festival, o autarca explicou que, este ano, o modelo ainda irá manter ligação temporal ao festival.
“Compreendo o argumento de que as Tasquinhas podem ser importantes para dar resposta aos festivaleiros, mas temos de ver que tipo de modelo queremos: se queremos um festival gastronómico ou uma resposta gastronómica para o festival”, defendeu.
No seu entender, as Tasquinhas devem regressar à sua essência enquanto festival gastronómico, com maior valorização dos produtos locais e da gastronomia do concelho.
Outra das alterações que o município pretende introduzir diz respeito aos valores pagos pelos participantes, estando a ser equacionada uma redução significativa dos montantes, em especial para movimento associativo, que o autarca quer ver regressar ao evento.
Segundo o presidente da Câmara, no ano passado terão existido situações de sub aluguer de espaços por associações a privados, prática que o executivo “vai tentar eliminar”.
Por outro lado, o número de tasquinhas deverá manter-se, mas sem a grande tenda, estando a autarquia a trabalhar numa solução com “chapéus de sol de grandes dimensões”, mantendo o evento no mesmo local, na avenida Vasco da Gama.
“Outra questão que também era muito contestada e que tinha a ver com a exclusividade da marca das bebidas, também não vamos fazer isso, ou seja, cada tasquinha levará a sua marca e a sua cerveja”, afiançou.
Também a animação musical deverá sofrer alterações, com o autarca a abandonar “os grandes palcos e artistas de maior dimensão”, dando primazia a “apontamentos musicais, como jazz ou música ambiente”.
Está também prevista a realização de “showcookings com chefs locais”, reforçando a “componente gastronómica do evento”.
Em termos financeiros, o autarca revelou que as Tasquinhas custaram cerca de 700 mil euros no ano passado, enquanto este ano o objetivo é realizar o evento por cerca de 250 mil euros.
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