Em comunicado, a empresa considera que a decisão da APA representa um “importante marco no processo de desenvolvimento do projeto”, mas sublinha que a sua concretização continuará dependente de uma decisão final de investimento.

Segundo a Hytlantic, essa decisão terá em conta, entre outros aspetos, a existência de um enquadramento regulatório favorável à criação de um mercado de hidrogénio verde.

A empresa adianta que vai agora “analisar as recomendações e medidas propostas” pela APA, bem como a respetiva integração nos projetos de engenharia. Em paralelo, serão desenvolvidos outros estudos para confirmar a viabilidade económica do investimento e preparar a submissão à etapa final de licenciamento ambiental.

O GreenH2Atlantic prevê a instalação de uma unidade de produção de hidrogénio verde nas instalações da antiga central termoelétrica de Sines, com um eletrolisador de 100 megawatts e uma capacidade máxima de produção de cerca de 1,7 toneladas de hidrogénio por hora.

O projeto é liderado pela EDP e pela Galp, tendo como acionistas a Bondalti, Martifer e Vestas, e recebeu apoio da União Europeia num montante total de 92 milhões de euros.

Apesar da luz verde ambiental, a Hytlantic deixa claro que o avanço do GreenH2Atlantic dependerá ainda da avaliação económica do projeto e das condições regulatórias para o desenvolvimento do mercado de hidrogénio verde.

Participam ainda no projeto enquanto parceiros tecnológicos e científicos o ISQ, a SIEMENS, o INESC-TEC, o HyLab, a DLR (Alemanha), o CEA (França) e a Axelera (cluster público-privado).

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SANTIAGO DO CACÉM
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