Foto: repsol

“Aqui em Sines está a haver um volume de investimento muito grande e ainda virá muito mais investimento para Sines, investimento que está em curso e está a ser preparado e, de facto, o maior estrangulamento, creio que é mesmo a habitação”, afirmou o governante que falava aos jornalistas à margem de um encontro promovido pela Fundação Repsol, em Sines, para debater a importância deste território na descarbonização da indústria.

Além de manifestar vontade em conversar com o presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, Castro Almeida defendeu que a questão da habitação deve ser resolvida “entre o Estado e a autarquia”.

“É um assunto que tem de ser resolvido entre o Estado e a autarquia, são os dois que, em boa colaboração, [têm] de encontrar solução para esse problema. É um problema sério, mas que tem de ser resolvido e vamos resolvê-lo com toda a certeza”, afiançou.

Questionado sobre o número de trabalhadores que são esperados na região de Sines, fruto dos grandes investimentos em curso ou previstos arrancar, a curto médio-prazo, o governante lembrou que, apesar de existirem “muitos investimentos que estão a ser preparados”, isso “não significa que todos cheguem ao fim”.

“Há uma ordem de grandeza de muitos milhares de milhões de euros de investimento e, embora tratando-se de investimentos que são muito capital intensivo, estamos a falar de alguns milhares de trabalhadores que irão para Sines nos próximos anos e por isso é preciso construir milhares de casas”, sublinhou.

Sobre o atraso neste planeamento, Castro Almeida, defendeu que o Governo está em funções há “pouco mais de um ano”, não sendo, por isso, possível “planear e fazer” casas neste período.

“Agora, à medida que estamos a identificar investimentos que vão instalar-se em Sines, alguns deles ainda não começaram, mas estão a pensar instalar-se, estamos ao mesmo tempo a procurar pensar na habitação”, acrescentou o governante.

Questionado sobre o projeto Alba, investimento que a Repsol está a realizar no Complexo Industrial de Sines e envolve a construção de duas novas fábricas de polímeros 100% recicláveis, o governante realçou a sua relevância para exportações do país.

“Estamos a falar de um investimento que vai gerar um volume exportações ou diminuição de importações na ordem dos mil milhões de euros por ano, o que é muito relevante para nós”, observou.

Após o encerramento da conferência, o ministro da Economia e da Coesão Territorial realizou a sua primeira visita oficial ao Complexo Industrial da Repsol em Sines, sem a presença de jornalistas que não puderam acompanhar a visita. 


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SANTIAGO DO CACÉM
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