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A cerimónia contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, e do secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira.

Durante o evento, a presidente do conselho de administração da AICEP, Madalena Oliveira e Silva, destacou “a enorme importância” destes investimentos para a economia e para o país.

“Esta decisão traduz uma aposta clara no talento nacional, nas competências tecnológicas existentes e na solidez das nossas instituições. Estes novos projetos de investimento que escolhem Portugal como localização são, acima de tudo, um voto de confiança no País e no seu potencial de crescimento sustentável, num contexto internacional cada vez mais exigente e competitivo”, assinalou.

Os acordos hoje assinados visam fomentar investimentos no país, promover o desenvolvimento económico e fortalecer a posição de Portugal no mapa internacional de investimentos.

Para o primeiro-ministro, Luís Montenegro, estes contratos “são muito importantes” para a economia nacional, global e europeia.

“São áreas de investimento que se inscrevem em setores estratégicos, estruturantes como disse a presidente da AICEP, que cumprem o desígnio de darmos ao nosso país e ao nosso espaço europeu maior competitividade e maior participação à escala global”, vincou.

De acordo com Luís Montenegro, estes investimentos permitem a criação de “cadeias de valor em setores-chave” que, apesar de “críticos”, encontram em Portugal “novos horizontes de esperança para os próximos anos”, como o lítio “fundamental para a mobilidade elétrica, transição verde e a tão almejada autonomia europeia nestes setores”.

“Estamos a falar de projetos que vão desde a extração, que será materializada com o menor impacto ambiental possível, até à refinação sustentável do lítio, da produção de componentes e à produção de baterias”, sustentou.

Também a “industrialização na produção de baterias” é “fundamental na competitividade” do setor automóvel, considerou o governante, realçando a mais-valia destes investimentos.

“Estes contratos também fazem subir Portugal noutras cadeias de valor, nomeadamente na produção de serviços e produtos com maior inovação e de forma variada”, destacou o governante, dando o exemplo de “revestimentos de embalagens, com forte incorporação tecnológica e com materiais de base orgânica” e de “alimentação para animais de companhia”.

Da lista das empresas que assinaram hoje os contratos de investimento fazem parte a CALB Europe, que está a construir uma unidade industrial para fabrico de baterias de iões de lítio para o setor automóvel e armazenamento de energia em bateria, em Sines, num investimento superior a dois mil milhões de euros e a criação de 1.800 postos de trabalho.

Também em Sines será instalado o projeto da Topsoe Battery Materials, um investimento de 109,5 milhões de euros para uma unidade industrial dedicada à produção de materiais ativos catódicos para baterias elétricas e atividades relacionadas que prevê a criação de 62 novos postos de trabalho.

Foi igualmente assinado contrato de investimento com a Everbio, empresa responsável pela construção de uma unidade de produção de filme à base de PET, que prevê criar, em Portalegre, 154 novos postos de trabalho, num investimento de 39,5 milhões de euros.

De acordo com a AICEP, o valor global dos contratos de investimento assinados hoje totalizam 3.077 milhões de euros, com incentivos de 699,7 milhões de euros e a criação de 2.336 postos de trabalho. 

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SANTIAGO DO CACÉM
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