Foto: DR

No parecer entregue durante a consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental, a associação considera que o projeto pode ser relevante para criar uma cadeia de valor nacional ligada às renováveis, mas critica o facto de o uso final da infraestrutura continuar por definir. 

O estudo admite várias utilizações, entre elas atividades ligadas à eólica offshore, granéis agroalimentares, operações com automóveis e utilização dual, civil e militar. 

A Zero entende que estas diferentes funções têm impactos distintos e que essa indefinição deve ser esclarecida. 

A associação valoriza a ligação ferroviária prevista, mas considera insuficientemente definidas a eletrificação do terminal e a capacidade de armazenamento de energia. 

Defende ainda uma avaliação conjunta dos impactos do novo cais e do prolongamento do Molhe Leste, nomeadamente sobre habitats marinhos, emissões, consumo de materiais e paisagem. 

A Zero não rejeita o projeto, mas sustenta que a sua justificação ambiental dependerá da utilização que vier a ser dada à nova infraestrutura.

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