Produção de amoníaco verde em Sines está em consulta pública
A Iberdrola Renewables Portugal deu início ao processo de licenciamento ambiental para a criação, em Sines, de uma cadeia de produção de amoníaco verde, em larga escala, a partir de hidrogénio verde. A empresa apresentou, no início deste mês, à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) uma Proposta de Definição de Âmbito (PDA) do Estudo de [...]
A Iberdrola Renewables Portugal deu início ao processo de licenciamento ambiental para a criação, em Sines, de uma cadeia de produção de amoníaco verde, em larga escala, a partir de hidrogénio verde.

A empresa apresentou, no início deste mês, à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) uma Proposta de Definição de Âmbito (PDA) do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), cuja consulta pública decorre até ao dia 26, no portal Participa, para a produção de amoníaco verde a partir de H2 verde.
O projeto designado ‘Green Ammonia Express Sines’ tem como objetivo implementar na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), gerida pela Aicep Global Parques, um estabelecimento industrial que permitirá a criação de uma cadeia de produção de amoníaco verde, em larga escala, a partir de hidrogénio verde.
Segundo a proposta, está prevista a construção de “duas unidades principais”, sendo uma para “a produção de hidrogénio verde, que inclui a desmineralização da água bruta, e uma segunda de síntese de amoníaco verde, que inclui a separação do ar”.
A instalação industrial irá ocupar uma “área de cerca de 21 hectares” e terá capacidade para “uma produção anual instalada na ordem de 95 mil toneladas de amoníaco verde a partir de eletrolisadores com 137 MW” (megawatts).
A localização da unidade de produção industrial na ZILS e a proximidade ao Porto de Sines, permite que seja o Terminal de Granéis Líquidos a base para as possíveis diferentes cadeias de distribuição, num investimento total de 426.839 milhões de euros..
“O amoníaco verde liquefeito será conduzido ao Porto de Sines” e exportado, através do Terminal de Granéis Líquidos, “por via marítima com destino a instalações onde será utilizado na produção de fertilizantes agrícolas e de outros produtos químicos de valor acrescentado, como os bioprodutos” substituindo os processos que recorrem a combustíveis fósseis.
O amoníaco será transportado “através de pipeline, a construir na esteira de tubagens existente e os barcos carregados através de um braço de carga dedicado” e a “instalação industrial será alimentada através de uma linha elétrica a construir com origem na Subestação da REN” em Sines, refere.
“O projeto será implementado durante um período de cerca de cinco anos, incluindo a fase dos estudos e licenciamentos, com data prevista de finalização dos trabalhos e início da exploração em dezembro de 2027”.
Segundo o documento, submetido à APA, está “previsto o armazenamento intermédio de 2,5 toneladas de hidrogénio verde na fábrica e de 20 mil toneladas de amoníaco na área portuária, cuja localização dos tanques de armazenagem será definida com base do estudo que está a ser desenvolvido sendo, a partir destes, carregados os navios”.
A empresa estima que durante a sua operação, sejam criados 55 postos de trabalho diretos, na sua maioria qualificados.
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