Foto: DR

O evento decorre no auditório da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), em Sines, com início previsto para as 10:30.

Durante a cerimónia serão assinados contratos com seis empresas que operam em setores estratégicos da economia portuguesa: CALB, Everbio, Lift One, Savannah Lithium, Topsoe Battery Materials e United PetFood.

Os acordos visam fomentar investimentos no país, promover o desenvolvimento económico e fortalecer a posição de Portugal no mapa internacional de investimentos.

A abertura do evento, às 10:30, estará a cargo da presidente do conselho de administração da AICEP, Madalena Oliveira e Silva.

De acordo com o jornal ECO, os seis contratos de investimento somam 3,07 mil milhões de euros, aos quais o Estado português vai conceder um apoio que rondará os 690 milhões de euros, no âmbito do sistema de incentivos de mil milhões para investimentos estratégicos.

Segundo o mesmo jornal, o investimento mais avultado é o da Calb que vai construir uma fábrica de baterias de lítio de última geração em Sines. A unidade de produção, no litoral alentejano, deverá criar 1.800 empregos diretos e poderá representar mais de 4% do PIB nacional quando atingir a capacidade total de produção de baterias de iões de lítio, que são essenciais para o desenvolvimento do mercado europeu de veículos elétricos.

Sines é também o local escolhido pela dinamarquesa Topsoe para instalar a primeira unidade de produção de componentes de baterias de iões de lítio em escala industrial no mundo. A nova unidade vai centrar-se na produção de materiais ativos de cátodo do tipo LNMO (lítio‑níquel‑manganês sem cobalto), utilizado nos cátodos das baterias recarregáveis de iões de lítio, fundamentais para veículos elétricos e armazenamento de energia, acrescentou. 

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Venho por este meio chamar a atenção do Estado para a grave situação habitacional que se vive atualmente na cidade de Sines. Reconhecemos que Sines é uma cidade estratégica e importante para Portugal, sobretudo pela presença de várias refinarias e unidades industriais que empregam muitos trabalhadores. No entanto, infelizmente, a oferta de habitação não acompanha esta realidade. Atualmente, o preço de um simples quarto chegou a cerca de 500 euros por mês, muitas vezes sem qualquer declaração fiscal. Esta situação torna-se insustentável para os trabalhadores e funcionários, que trabalham honestamente mas não conseguem encontrar uma habitação digna e a preço acessível. Infelizmente, alguns trabalhadores chegam mesmo a dormir em casas abandonadas, apesar de existirem muitas habitações fechadas e sem utilização. Pedimos, com todo o respeito, que o Estado reavalie esta situação e considere investir, ainda que de forma gradual, em soluções de habitação acessível. A criação de unidades habitacionais rápidas e planeadas nas proximidades da cidade poderia permitir que trabalhadores e funcionários encontrem condições de vida mais humanas e estáveis. Sines é uma cidade bonita, com pessoas acolhedoras, e acolhe um grande número de migrantes. As associações locais prestam apoio importante aos migrantes, tanto a nível documental como de integração e segurança, o que demonstra o espírito solidário da cidade. Agradecemos ao Estado português por todos os esforços realizados e esperamos sinceramente que esta questão da habitação seja analisada com atenção, pois trabalhar sem conseguir poupar ou viver com dignidade não é sustentável. Com uma melhor regulação e investimento, todos poderão beneficiar, incluindo o próprio Estado.

Hassan Errahali

20/01/2026


SANTIAGO DO CACÉM
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