Presidente da Repsol diz que Europa deve garantir competitividade da indústria
O presidente da Repsol, António Brufau, disse, esta quarta-feira, que as transformações nos setores da energia, tecnologia e do digital vão “ter impacto no futuro” e defendeu que o desafio passa por garantir a competitividade da indústria europeia.
Foto: CMS
“Com este nível de incerteza [mundial] o que temos de pensar é no que podemos fazer para que a nossa indústria, a indústria europeia, e a competitividade da Europa continue a ser o mais excelente possível”, sustentou.
O presidente da Repsol discursava na sessão de encerramento da conferência organizada pela Fundação Repsol “Rumo ao Net Zero: Sines e os caminhos para a descarbonização da indústria”, que se realizou em Sines, e à qual assistiu o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.
“Esta crescente complexidade obriga os países a repensar as suas estratégias de cooperação e resiliência contra choques externos, especialmente em setores críticos como a energia, tecnologia e industria”, defendeu.
Por isso, acrescentou, “é indispensável” que a Europa” aposte “na diversificação das fontes energéticas”, com o objetivo de “reduzir a dependência tradicional de fornecedores externos” e “reforçar a infraestrutura energética”.
Numa referência aos relatórios Draghi e Letta, que destacam “a perda de competitividade e a deterioração da indústria europeia”, António Brufau vaticinou que a competitividade indústrial ibérica “dependerá tanto de políticas energéticas inteligentes”, como de um “quadro que integre segurança energética, com inovação tecnológica e descarbonização”.
A descarbonização, “que é um desafio global, requer, forçosamente, de cooperação internacional, pois as emissões de CO2 impactam a atmosfera da mesma maneira”, afirmou o responsável, acrescentando que “os esforços” para sua redução “não podem ser limitados regionalmente”.
“Em casa, temos de aplicar mais tecnologia, utilizar menos ideologia e colocar todos os nossos esforços na redução das emissões que aportem valor, como é o caso de Sines”, sublinhou.
Por seu lado, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, referiu, no encerramento do evento, que “é Portugal — e o Governo português — que têm de agradecer à Repsol a decisão de investir e confiar no nosso país, num investimento de interesse nacional que merece pleno reconhecimento".
"Associo-me com muito gosto a esta iniciativa, que reforça o papel de Sines como um destino de investimento único, pela natureza do seu porto, pela dimensão da sua plataforma industrial e pela complementaridade entre empresas, sendo a energia um fator cada vez mais diferenciador”, salientou.
Na conferência, que decorreu durante a manhã, no auditório da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, foi sublinhada a relevância de Sines no panorama energético.
“Enfrentamos uma oportunidade histórica: transformar um núcleo industrial consolidado num ecossistema inovador, competitivo e sustentável, alinhado com os objetivos de neutralidade carbónica para 2050”, afirmou o diretor-geral da Fundação Repsol, António Calçada.
No encontro discutiu-se também o caminho da Repsol rumo à neutralidade carbónica em 2050, num diálogo com Juan Abascal, diretor-geral de Transformação Industrial da empresa, seguido de uma mesa-redonda sobre a rota estratégica de Sines.
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