Foto: DR

Durante a visita, a CEO da Sociedade Ponto Verde, Ana Trigo Morais, disse que é necessário acelerar esta resposta.

"Infelizmente, nós estamos agora quase no final do ano de 2026 e não vamos chegar lá à meta de 65%", mas, defendeu, "há bons exemplos e há abordagens que nos permitem caminhar e cumprir as metas de reciclagem".

Uma das principais falhas está, segundo a responsável, na recolha junto de hotéis, restaurantes e cafés, onde são produzidas diariamente grandes quantidades de embalagens de vidro.

"Sobretudo falta investimento no serviço ao cidadão, falta investimento na recolha, uma recolha, por exemplo, mais dedicada para a produção do resíduo fora de casa, nos hotéis, na restauração, nos cafés", referiu.

Apesar do incumprimento nacional, a Sociedade Ponto Verde destacou a Ambilital como exemplo positivo, com uma recolha de embalagens por habitante acima da média nacional.

A empresa está a investir cerca de 12 milhões de euros na modernização das operações. O diretor-geral, Carlos Teles, apontou para uma transformação iniciada há cerca de três anos.

"A grande transformação foi um compromisso que os municípios assumiram em querer cumprir as metas e apostar nisso. Deram meios para que o conselho de administração desta empresa pudesse, neste momento, estar a investir cerca de 12 milhões de euros", explicou.

A Ambilital serve sete municípios do Alentejo e prevê novos investimentos durante o próximo ano, com o objetivo de se aproximar das metas de reciclagem em 2027 e atingir os valores definidos até 2030.

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SANTIAGO DO CACÉM
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