Foto: APS

De acordo com o presidente do conselho de administração, Pedro do Ó Ramos, a APS está “a terminar um estudo de procura e de mercado para perceber" o que pretendem os potenciais investidores com o futuro terminal, depois de o concurso internacional, lançado em 2019, ter ficado deserto.

Além de assumir que não quer “correr o risco” de este cenário se repetir, o responsável defendeu ser necessário “perceber com exatidão” as pretensões do mercado em relação ao futuro terminal de contentores no Porto de Sines.

Segundo explicou, trata-se de “um estudo para analisar o mercado, do ponto de vista de operadores portuários e de armadores”, de modo a “perceber o espaço que o novo terminal de contentores tem no contexto europeu e mundial”.

O estudo, adjudicado no “final de janeiro”, estará concluído no “final de abril” deste ano, adiantou o responsável que falava aos jornalistas à margem do 1.º Fórum Hispano-Luso do Hidrogénio Verde, no âmbito do projeto Futuretech-H2, que decorreu, esta terça-feira, no Centro de Artes de Sines.

O responsável antecipou que, num próximo concurso, “as respostas serão mais positivas”, uma vez que, ao contrário do anterior, já “é possível ter uma concessão por 75 anos”.

“Como estamos a falar de um investimento tremendo, estou convencido que isso fará com que os investidores decidam avançar porque têm mais tempo para fazer a amortização” do capital, sustentou.

Segundo Pedro do Ó Ramos, o estudo será depois apresentado ao Governo, com vista à elaboração de “um bom caderno de encargos” que permita “fazer o lançamento do concurso” do futuro terminal.

“Se o estudo for positivo [e] se o caderno de encargos” for feito “com relativa rapidez, estou convencido de que, no final deste ano, princípio do próximo ano podemos lançar o concurso”, afiançou.


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