Foto: CMS

“Fazemos a transição [energética] para que, em 2045, cinco anos antes do que foi definido [pela] União Europeia, sermos completamente autosuficientes em termos de produção de energia limpa no Porto de Sines”, afirmou.

Para tal, adiantou, a APS tem “a ambição de construir um terceiro parque fotovoltaico”, além de pretender avançar com “um protótipo de energia de ondas” e com o projeto eólico 'offshore' que “está em cima da mesa”.

“Esse é um caminho que é irreversível e nós vamos conquistá-lo cinco anos antes do que foi definido pela União Europeia”, salientou.

O presidente da APS, que falava na abertura da conferência promovida pela Repsol, na quarta-feira, sobre a descarbonização da indústria, destacou ainda outros projetos que pretende implementar este ano, no âmbito da transição energética.

“Vamos lançar nos próximos meses, este ano seguramente, o licenciamento do projeto de tancagem de combustíveis verdes na zona norte do porto”, revelou o responsável, aludindo também para o arranque, em julho de 2025, das operações de abastecimento de Gás Natural Liquefeito (GNL) entre navios.

Também o “lançamento do concurso para um sistema de armazenamento de energia de baterias [bess]” e a “construção de um terminal de gases criogénicos”, já na fase final, “para o fornecimento de combustíveis alternativos”, são outros dos projetos destacados pelo responsável no encontro.

Considerando que a transição energética se afigura como “um desafio tremendo”, Pedro do Ó Ramos aproveitou a ocasião para congratular a Repsol pela aposta no projeto Alba, que envolve a construção de duas novas fábricas de polímeros 100% recicláveis.

“É um projeto fundamental, absolutamente estratégico para a nossa região, que vai ficar concluído este ano e que vai permitir, neste contexto da produção de 100% de produtos recicláveis para várias industrias, vai permitir concretizar este objetivo”, sublinhou.

Na sessão de abertura, o presidente da APS anunciou que a Repsol,  concessionária do terminal petroquímico, renovou a concessão por mais 25 anos, ou seja até 2051. 

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SANTIAGO DO CACÉM
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