PM de Cabo Verde destaca em Sines "boa integração" das comunidades migratórias
O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, destacou hoje a importância “da boa integração” das comunidades migratórias e o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Associação Cabo-Verdiana de Sines e Santiago do Cacém nas últimas quatro décadas. “Esta é uma associação também aberta a outras comunidades para garantir boa integração social [...]
O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, destacou hoje a importância “da boa integração” das comunidades migratórias e o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Associação Cabo-Verdiana de Sines e Santiago do Cacém nas últimas quatro décadas.

“Esta é uma associação também aberta a outras comunidades para garantir boa integração social e económica. Nós somos um país de imigrantes e sabemos, ao longo da nossa história, que a boa integração faz toda a diferença”, disse o governante, em Sines, durante as comemorações dos 40 anos da Associação Cabo-verdiana de Sines e Santiago do Cacém.
A associação “presta um serviço muito meritório às várias comunidades, desde senegaleses, brasileiros, angolanos, guineenses, ucranianos, romenos, o que significa um trabalho de integração e de inclusão na diversidade muito importante para as nossas comunidades e para os dois municípios”, indicou.
Neste contexto de integração, ressalvou, também os municípios, como Sines e Santiago do Cacém, “têm um papel fundamental” para garantir que os imigrantes se sintam “munícipes, com todos os direitos [e] todas as obrigações”.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, “cerca de 10% da população” residente neste concelho do litoral alentejano “é cabo-verdiana” e “a sua integração tem sido excelente”.
“Uma população que se tem integrado plenamente naquilo que é a dinâmica económica do nosso concelho, primeiro na pesca e, mais tarde, em atividades com outra complexidade, como o porto [de Sines] e nas unidades industriais”, realçou aos jornalistas.
Por seu lado, a presidente da associação Cabo-verdiana de Sines e Santiago do Cacém, Gracinda Luz, reconheceu que o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos 40 anos “traz responsabilidades” estando a decorrer “vários projetos”, financiados por fundos comunitários, para garantir “a integração em termos de regularização” dos imigrantes, mas também a nível cultural.
"A nossa associação está na diáspora, é um pedacinho de Cabo Verde mas não é fechada apenas à nossa comunidade", sublinhou.
Após a cerimónia, o primeiro-ministro de cabo Verde, que foi recebido no edifício da Câmara Municipal de Sines, visitou o Bairro Amílcar Cabral, onde vive grande parte da comunidade cabo-verdiana de Sines, para um contacto mais próximo com os seus residentes.
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