Foto: DR

O processo de licenciamento ambiental está a decorrer desde terça-feira tendo a empresa apresentado à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), uma Proposta de Definição de Âmbito (PDA) do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), cuja consulta pública decorre até ao dia 14 de janeiro de 2026, no portal Participa.

Esta fase do processo permite que cidadãos, associações e entidades locais dos concelhos de Odemira, Sines e Santiago do Cacém apresentem sugestões e preocupações sobre os aspetos ambientais que deverão ser analisados com maior detalhe no futuro EIA, nomeadamente em matérias como biodiversidade, paisagem, ruído, ordenamento do território e proximidade a áreas classificadas.

O promotor do projeto é a Petrogal, S.A., sendo a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) a entidade licenciadora e a APA a autoridade de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).

O projeto localiza-se maioritariamente em áreas rurais destes três concelhos e inclui a instalação de 19 aerogeradores com uma potência total de 129,2 MW, a construção de acessos, uma subestação elétrica e uma linha elétrica de 150 kV para ligação à unidade de produção de hidrogénio verde da Galp, em Sines.

De acordo com o promotor, parte da área em estudo abrange zonas ambientalmente sensíveis, como a Zona Especial de Conservação da Costa Sudoeste, razão pela qual a avaliação ambiental assume especial relevância.

A consulta pública decorre no âmbito da legislação de AIA e constitui um momento-chave para garantir a participação pública e a transparência, antes da definição final do âmbito dos estudos ambientais a desenvolver.

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Vamos a ver o que aí vem, o progresso e as energias limpas têm as suas vantagens, mas é necessário fazer estudos que permitam avançar sem dúvidas de prejuízo para a fauna a biodiversidade e a sua humana. É necessário estudos para verificar o impacto nos cursos de água exterior e subterrânea, também importante verificar o nível de ruído que pode ser bastante condicionante, estive a ler as 96 páginas do projecto e penso que os estudos têm que ser muito bem orientados e verificados para minimizar/eliminar impactos a todos os níveis em especial como referi anteriormente quer a nível da fauna da flora e da saúde de todos.

Paulo Gomes da Costa

07/01/2026

Há muitas dúvidas. As respostas nem sempre se encontram na "armadura técnica" do documento em discussão pública. Partilho alguns excertos e as dúvidas que me suscitam. “O projeto localiza-se maioritariamente em áreas rurais destes três concelhos [Sines, Santiago e Odemira]…(…) para ligação à unidade de produção de hidrogénio verde, em Sines” PERGUNTA: Foi feita alguma avaliação nestas áreas rurais? Os proprietários das explorações agrícolas e de gado foram consultados e informados? Qual é a conclusão do impacto? “De acordo com o promotor [Petrogal] parte da área em estudo abrange zonas ambientalmente sensíveis, como a Zona de Conservação Especial da Costa Sudoeste, razão pela qual a avaliação ambiental assume especial relevância” PERGUNTAS: Foram equacionadas alternativas? As empresas cuja actividade está relacionada com o Turismo na Natureza foram consultadas e informadas? Onde e como se pretende compaginar actividades de Turismo na Natureza com as zonas de implantação dos geradores eólicos? Os campos eletromagnéticos gerados pelas linhas de Muito Alta Tensão passam despercebidos, mas causam sérios danos à saúde humana e animal. PERGUNTA: Que garantias de proteção e prevenção destes danos? No próximo dia 7, às 18h, na Junta de Freguesia de Vila N. de Mil Fontes vai realizar-se uma sessão pública de esclarecimento.

Maria da Luz Correia

06/01/2026


SANTIAGO DO CACÉM
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