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Segundo as eleitas, os titulares de cargos políticos foram colocados em filas posteriores, atrás de elementos de gabinete e de outras entidades sem representação política eletiva, situação que consideraram desadequada.

Além de manifestar o seu desagrado pelo incumprimento do protocolo, em declarações à rádio M24, a vereadora da CDU, Sónia Gonçalves, defendeu a importância dos cargos políticos.

“Os eleitos representam os munícipes e é uma questão de dignificar e respeitar o cargo que temos”, afirmou, acrescentando que nas primeiras filas estavam pessoas “muito próximas do atual executivo”, incluindo dirigentes locais e regionais de PS e PSD.

No seu entender, "não só houve quebra de protocolo", mas "desrespeito pelos cargos" políticos. 

Apesar das críticas, a autarca destacou a importância da iniciativa, sublinhando o papel da gala na valorização dos atletas e clubes do concelho.

Também a vereadora do Chega, Cláudia Estêvão, criticou a falta de protocolo e revelou ter enviado um requerimento ao presidente da Câmara de Santiago do Cacém para esclarecer quem decidiu a disposição dos lugares, defendendo que deve ser garantida a representação proporcional dos eleitos.

“Foram colocadas pessoas na primeira fila que não deviam estar, algumas nem eleitas foram”, disse a autarca, referindo ainda que os vereadores ficaram “relegados para a terceira fila”.

Alertou ainda para aquilo que considera ser uma eventual interferência política externa, defendendo que o movimento independente que lidera o executivo deve manter essa condição.

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira, reconheceu que o protocolo não foi seguido, explicando que a distribuição dos lugares teve em conta a presença de acompanhantes.

O autarca assumiu a responsabilidade pela decisão, afirmando que validou a organização do espaço.

"Fui -me inteirar melhor do pormenor das coisas, sendo que o responsável sou eu, porque eu é que validei" a distribuição dos lugares.

Mas, acrescentou, "se é tão importante que se observe o protocolo formal mesmo nestas festas, nestas galas ou convívios mais informais, assumimos a questão".

"Pedi desculpa às pessoas porque foi um dia de festa e não quero que ninguém fique aborrecido ou de certa maneira desagradado e passamos a aplicar também o protocolo nestes eventos ligeiros em termos de sobriedade, além das sessões solenes, do hastear de bandeira, sessões de câmara e assembleias municipais", reiterou.

Ainda assim, considerou que o caso não deve ser sobrevalorizado: “Não vale a pena haver estes não casos com tanta coisa que temos para resolver”.

A 4.ª Gala do Desporto decorreu , na última sexta-feira, e reuniu atletas, dirigentes e associações locais para distinção do mérito desportivo.

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SANTIAGO DO CACÉM
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