Foto: BMSC

Em comunicado, o movimento refere que, segundo dados do INEM, no último ano nasceram 60 bebés em ambulâncias em Portugal, mais do dobro dos 28 registados no ano anterior. Somando os partos ocorridos na via pública, o número sobe para 83 nascimentos fora de unidades hospitalares.

A estes dados juntam-se ainda 39 casos sem registo do local de nascimento, nos quais os bebés também terão nascido fora de hospitais.

O MDM considera que estes números refletem “um retrocesso sem precedentes” na assistência a mulheres e crianças, apontando como principais causas o encerramento recorrente de blocos de partos e a degradação dos cuidados de saúde primários.

Segundo o movimento, a intermitência das urgências obstétricas tem obrigado grávidas em trabalho de parto a percorrer longas distâncias para encontrar atendimento.

Como exemplo recente, refere um parto ocorrido num parque de estacionamento em Quarteira, onde os primeiros cuidados foram prestados por funcionários de uma empresa, antes da chegada das equipas médicas.

O MDM defende a adoção de soluções estruturais e duradouras para o setor, apelando à fixação de profissionais de saúde e à garantia de acesso contínuo a cuidados obstétricos.

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SANTIAGO DO CACÉM
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