Foto: CMO

O manifesto foi desenvolvido no contexto da reunião científica “Que futuro para as florestas marinhas de Portugal?”, realizada em Vila Nova de Milfontes, entre os dias 13 e 22 de maio.

O encontro reuniu especialistas de várias universidades e centros de investigação nacionais, organizações ambientais, representantes da sociedade civil e operadores ligados ao mar.

O documento alerta para a degradação crescente das florestas marinhas portuguesas, incluindo pradarias marinhas, florestas de macroalgas, jardins de corais e esponjas e outros habitats biogénicos.

Alerta igualmente para os ecossistemas essenciais para a biodiversidade, produtividade pesqueira, proteção costeira, regulação climática e resiliência ecológica do oceano.

Os subscritores sublinham que a evidência científica internacional demonstra que muitos ecossistemas marinhos podem ultrapassar limites ecológicos de não retorno, tornando a recuperação extremamente difícil, lenta ou mesmo impossível à escala temporal humana.

“O tempo para agir é agora. A prevenção da degradação é muito mais eficaz do que tentar restaurar ecossistemas após o seu colapso”, defendem os promotores do manifesto.

Além do manifesto, o documento inclui uma proposta de princípios orientadores para uma Estratégia Nacional para a Biodiversidade Marinha, assente numa visão integrada e de longo prazo baseada na melhor ciência disponível e amplamente apoiada pela comunidade científica nacional, sociedade civil e entidades ligadas ao mar.

Os promotores defendem que Portugal, detentor de uma das maiores zonas económicas exclusivas da Europa e de uma comunidade científica marinha de excelência internacional, reúne condições únicas para assumir uma liderança estratégica na conservação do oceano Atlântico.

O manifesto foi enviado ao Presidente da República, Governo, Assembleia da República, instituições científicas, autarquias, organizações da sociedade civil e outras entidades nacionais relevantes.

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