GNR deteta milhares de veículos sem inspeção
A GNR detetou, ao longo de 2025, mais de 72 mil veículos a circular sem inspeção obrigatória em Portugal, numa média de cerca de 200 infrações por dia.
Foto: GNR
Segundo os dados disponibilizados pela GNR, o distrito de Setúbal surge entre os mais afetados, com um total de 5.732 infrações registadas em 2025, posicionando-se entre os principais focos de incumprimento a nível nacional.
Ao longo do ano, os valores mantiveram-se relativamente elevados e consistentes, com especial incidência nos primeiros meses. Em janeiro foram registados 552 casos, seguindo-se fevereiro (544) e março (524), demonstrando uma tendência persistente.
Aé 23 de março de 2026, foram contabilizadas 867 infrações no distrito, com janeiro novamente a destacar-se (349 casos).
Já nos distrito de Beja, Évora e Portalegre, no Alentejo, os números são mais baixos, mas ainda assim significativos.
De acordo com aquela força de segurança, em 2025, foram registadas 1.331 infrações (Beja), 1.563 infrações (Évora) e 978 infrações (Portalegre).
No total, o Alentejo somou quase 4 mil infrações, evidenciando que, apesar da menor densidade populacional e tráfego, o incumprimento continua presente.
Até março deste ano, a tendência mantém-se com o distrito de Beja a registar 223 casos, Évora (338) e Portalegre (221).
A nível nacional, os distritos do Porto e de Lisboa concentram cerca de 25% das infrações, com 10.212 e 8.117 casos respetivamente em 2025.
No comunicado, a GNR sublinha que a falta de inspeção técnica compromete diretamente a segurança rodoviária, uma vez que impede a verificação de sistemas essenciais como travões, direção e suspensão.
Entre as situações mais comuns estão os veículos sem inspeção periódica obrigatória, a falta de inspeções após avarias graves e a circulação após acidentes sem verificação técnica.
A autoridade reforça que o objetivo da fiscalização não é apenas sancionar, mas sobretudo sensibilizar os condutores para a importância da manutenção dos veículos.
Os primeiros meses de 2026 confirmam a continuidade do problema, com mais de 17 mil infrações registadas até 23 de março, destacando-se novamente o mês de janeiro como o mais crítico.
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