Festival Al-Mutamid traz músicas e danças do mundo árabe a Ermidas-Sado, Alvalade e Santiago do Cacém
O Festival de Música Al-Mutamid apresenta, este mês de fevereiro, no Município de Santiago do Cacém, as músicas e as danças provenientes do Médio Oriente, do Magrebe e do Mediterrâneo Oriental.
Foto: CMSC
Os espetáculos realizam-se, no sábado, no Cine Teatro Vitória – Artur de Sousa Pinto, em Ermidas-Sado, domingo, no Auditório Municipal de Alvalade, e no próximo dia 28, no Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém.
O festival de carácter itinerante assume o perfil de divulgador destas sonoridades, sendo o mais relevante que se organiza fora das fronteiras do mundo árabe.
O Cine Teatro Vitória – Artur de Sousa Pinto, em Ermidas-Sado, recebe, este sábado, pelas 21:30, o AL-ANDALUS PROJECT, que apresenta as músicas e danças de Al-Andalus, num espetáculo requintado de música e dança dedicado às sonoridades do Mediterrâneo Oriental e, especialmente, à música árabe-andalusí, bem como às composições de séculos posteriores de autores que se inspiraram nas fontes, no conhecimento e na herança de Al-Andalus.
No sábado, pelas 16:00, o Auditório Municipal de Alvalade apresenta o grupo Milo ke Mandarini, um projeto musical baseado nas músicas tradicionais das culturas monoteístas do Mediterrâneo, referindo-se aos estilos musicais originários de três tradições: a árabe-andalusí, a judaico-sefardita e a medieval cristã. Esta combinação representa a riqueza sonora do Mediterrâneo, especialmente da Península Ibérica e do Mediterrâneo oriental, onde estas culturas coexistiram e influenciaram-se mutuamente durante séculos.
O grupo BILAD AL SHAM (Síria / Palestina / Espanha) sobe ao palco do Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém, no próximo dia 28 deste mês, pelas 21:30, para apresentar um programa de música e danças tradicionais do Magrebe e do Mediterrâneo Oriental.
O espetáculo EL LAFF está concebido para aproximar o público das composições clássicas de Marrocos, Turquia e Egito (Samai, Wasla, Moaxaja, Mawals, Taksims…) tão belas como desconhecidas para os ocidentais, assim como da bela música que se fazia na gloriosa época de florescimento da arte e da cultura em Al-Andalus, tradição que se conservou até aos dias de hoje nos vários países do Magrebe e do Mediterrâneo Oriental.
O evento, que se realiza em diversos concelhos do Alentejo e Algarve, é uma homenagem ao rei poeta al Mutamid (filho e sucessor do rei de Sevilha Al-Mutadid), nomeado governador de Silves com 12 anos, falecido em 1095 e o seu túmulo tornou-se símbolo dos mais belos tempos de Al-Andalus.
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