Foto: DR

Em declarações aos jornalistas, à margem da conferência dos 110 anos da Caixa Agrícola da Costa Azul, que se realiza esta terça-feira, Jorge Volante destacou a importância histórica da instituição no movimento cooperativo das caixas agrícolas.

O responsável classificou a Caixa Agrícola da Costa Azul como “talvez a maior caixa de crédito agrícola do país”, sublinhou o seu papel pioneiro no setor e recordou  o contributo de Jorge Nunes, que considerou uma figura importante não só na história da Caixa Agrícola da Costa Azul, mas também na afirmação do Crédito Agrícola e do respetivo grupo financeiro.

Para Jorge Volante, as caixas agrícolas distinguem-se da restante banca por não terem acionistas, mas sim associados, e por assentarem num modelo cooperativo e democrático.

“São diferentes de qualquer outro banco. Estão próximas das pessoas, são um ombro amigo, estão onde os outros não estão”, afirmou, referindo-se à presença das caixas agrícolas em aldeias e concelhos que têm perdido serviços bancários.

Questionado sobre a pressão para o encerramento de balcões, o presidente da Fenacam admitiu que o tema é complexo e apontou críticas à crescente exigência da regulação bancária europeia.

"Hoje levantam-se problemas, questões que não se levantavam há uns anos atrás e a regulação bancária europeia está a ficar muito exigente. Na minha opinião sem razão de ser em relação à banca cooperativa porque na crise do subprime [2007-2008] quem financiou a ecoonomia foram as caixas agricolas, os outros bancos tiveram de ser ajudados pelo Estado. Nem precisámos da ajuda do Estado e continuámos a financiar a economia", considerou.

O presidente da Fenacam defendeu ainda que, em vários momentos, o financiamento das caixas agrícolas foi decisivo para permitir a concretização de investimentos e a utilização de fundos destinados a projetos agrícolas em Portugal.

Sobre o futuro, Jorge Volante mostrou-se confiante na continuidade do Crédito Agrícola, mas deixou, como alerta, que o crescimento do grupo não deve pôr em causa a sua matriz cooperativa.

“O Crédito Agrícola irá sempre continuar. Espero é que continue com a mesma vertente cooperativa, a mesma solidariedade, o mesmo apoio às populações, a mesma proximidade e a mesma cultura que é nossa e que não se perca”, afirmou.

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SANTIAGO DO CACÉM
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