Foto: CMG

As questões do (anti)racismo e da discriminação vão estar em destaque no Encontro da Canção de Protesto, que se realiza, em Grândola, entre sexta-feira e domingo, com a música no centro da reflexão.

A edição deste ano do evento, que é organizado pela Câmara Municipal de Grândola, em parceria com o Observatório da Canção de Protesto, tem como mote “Onde o Vento Cortou Amarras” e propõe “uma reflexão sobre a música enquanto resistência”.

Ao longo de três dias, o público poderá assistir a colóquios, exibição de filmes, exposições, espetáculos musicais e apresentações de livros distribuídos por vários equipamentos culturais da vila morena.

O encontro arranca, na sexta-feira, às 18:30, com a inauguração da exposição intitulada “Filhos do Meio – Hip Hop à Margem”, na Biblioteca Municipal de Grândola.

No primeiro dia do evento, o público terá ainda a oportunidade de assistir à atuação do duo galego Caamaño & Ameixeiras, às 21:30, seguido do concerto da cantora Gisela João, às 22:30, no palco do Jardim 1.º de Maio.

No segundo dia, Cineteatro Grandolense recebe o colóquio “Lá no Xepangara? - Africanidades musicais entre História e Canção de Protesto”, às 11:00, com Manuel Pedro Ferreira, Nuno Mendonça de Raimundo e Selma Uamusse, e com moderação de Rui Cidra.

Segundo a organização, “esta mesa-redonda visa pôr em perspetiva histórica a influência da música africana na música portuguesa, com foco particular na obra de Zeca Afonso”.

Mais tarde, pelas 12:45, também no Cineteatro Granadeiro, é exibido o filme “Filhos do Meio – Hip Hop à Margem”, que conta a história “do rap em Almada e no Miratejo, um dos primeiros grandes focos deste género musical em Portugal”.

O evento prossegue, às 15:00, com o colóquio “Filhos do Meio – Hip Hop à Margem”, no qual participam Eva Cruzeiro (Eva Rapdiva), Jakilson Ramos Pereira (Hezbó MC) e Ricardo Farinha, com moderação de José Mariño.

Pelas 16:45, o público poderá assistir à apresentação do livro “Unearthing the Music: Footnotes to Sonic Resistance in Non-democratic Europe (1950–2000)”, com a presença de um dos autores, Rui Pedro Dâmaso, e introdução de Hugo Castro.

À noite, os momentos musicais no Jardim 1º de Maio têm como protagonistas Mynda Guevara (21:30) e Selma Uamusse, a partir das 22:30.

O último dia do Encontro da Canção de Protesto inicia, às 11:00, com a sessão testemunhal “Embalar a Trouxa e Zarpar”, também no Cineteatro Grandolense, com a presença de Haneen Sabbah, Rui Mota e Tino Flores, e moderação de Ivan Lima.

“A sessão, em parceria com o projeto EXIMUS, coloca em discussão a arte e os exílios políticos do passado e do presente”, explicou a organização.

O evento termina, às 15:30, com a sessão de canto livre a cargo do duo brasileiro Coupple Coffe que convida JP Simões a subir ao palco do Cineteatro Grandolense.

O Observatório da Canção de Protesto resulta da parceria entre o Município de Grândola, entidade promotora, a Associação José Afonso, a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense e de vários institutos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

De acordo com a organização, todas as iniciativas relacionadas com o evento têm entrada gratuita.


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SANTIAGO DO CACÉM
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