Foto: GNR

Numa pergunta dirigida ao ministro da Administração Interna, os deputados Eurídice Pereira, António Mendonça Mendes, André Pinotes Batista, Margarida Afonso e Carlos Pereira, acompanhados por outros parlamentares da Comissão de Assuntos Constitucionais, querem saber para quando está prevista a construção das novas instalações da GNR em Sines.

No documento, os deputados recordam que o anterior executivo municipal manifestou disponibilidade para ceder um terreno, em direito de superfície, destinado à construção de um novo posto, mas sublinham que, até ao momento, não é conhecida qualquer calendarização por parte da tutela.

Além das instalações, os parlamentares socialistas alertam para a necessidade de reforçar o efetivo da GNR no concelho, que consideram insuficiente face às exigências atuais do território.

Defendem, por isso, o aumento de pelo menos quatro militares, uma medida que entendem ser urgente no período de verão e que deve manter-se como resposta permanente.

Os deputados identificam ainda carências ao nível das viaturas disponíveis para a GNR neste território e questionam o Ministério da Administração Interna sobre quando está prevista uma nova distribuição de meios e em que número.

Segundo Eurídice Pereira, primeira subscritora da pergunta, estas preocupações estão ligadas à importância económica de Sines, considerado um dos principais motores de desenvolvimento do país, com investimentos estratégicos nas áreas da energia, logística e armazenamento de dados.

A deputada sublinha também a importância turística do concelho, lembrando que Porto Covo, com cerca de mil habitantes permanentes, chega a atingir os 16 mil habitantes durante os meses de julho e agosto, sem qualquer reforço policial sazonal.

Os parlamentares defendem que o desenvolvimento económico e turístico de Sines deve ser acompanhado por um dispositivo de segurança mais robusto, considerando que o atual efetivo não permite responder adequadamente às necessidades do território.

O atual posto da GNR funciona num edifício propriedade do Município de Sines, ao abrigo de um contrato de comodato dos anos 80. O espaço foi alvo de obras de beneficiação por parte do anterior executivo municipal, com o objetivo de evitar a sua degradação.

Apesar da disponibilidade já manifestada para a cedência de um terreno para novas instalações, os deputados socialistas afirmam que continua a faltar uma resposta concreta do Governo.

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SANTIAGO DO CACÉM
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