Caixa Agrícola da Costa Azul assinala 110 anos com conferência em Santiago do Cacém (c/áudio)
A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Costa Azul vai assinalar o seu 110.º aniversário, esta terça-feira, com uma conferência dedicada ao papel da banca cooperativa no desenvolvimento regional e local.
A iniciativa realiza-se no Centro de Formação da instituição, em Santiago do Cacém, junto ao Hospital do Litoral Alentejano.
A conferência pretende celebrar mais de um século de ligação ao território, às comunidades e à economia local, reunindo representantes do Grupo Crédito Agrícola, entidades públicas, parceiros institucionais, académicos e associados.
Em declarações à rádio M24, o presidente da Caixa Agrícola da Costa Azul, Rui Gomes, afirmou que a data deve ser assinalada com uma celebração que permita também mostrar a importância da instituição na região.
“É importante assinalar esta data com uma celebração para a qual convidámos todo o Grupo Crédito Agrícola, as entidades locais da zona geográfica onde estamos implementados e alguns dos principais parceiros”, frisou.
Segundo o responsável, a conferência será também uma oportunidade para “mostrar para o exterior aquilo que é a atividade da caixa, a sua força na zona onde está implementada e a sua relevância para o desenvolvimento económico da região”.
Rui Gomes sublinhou que a instituição mantém, há 110 anos, uma aposta clara na banca de proximidade.
“É uma banca de proximidade que fazemos há 110 anos e estamos focados e empenhados em dar-lhe continuidade, com todas as vantagens que proporciona aos nossos clientes e a toda a comunidade”, destacou.
O responsável apontou, contudo, desafios importantes para os próximos anos. Entre eles, a necessidade de resistir à pressão centralizadora do setor financeiro e do próprio mercado.
“Os principais desafios passam por resistir à pressão centralizadora, quer do regulador, quer do mercado. A crescente competitividade do negócio contribui para esmagar as margens e força, de algum modo, a retirar posição das zonas de menor densidade populacional, nomeadamente através do encerramento de agências”, referiu.
No entanto, sublinhou que esse caminho não tem sido seguido pela Caixa Agrícola da Costa Azul.
“É algo que ainda não fizemos até hoje. Temos resistido a isso, mas há uma pressão muito forte nesse sentido. Esse é um dos grandes desafios para os próximos anos: manter a proximidade e o nível de serviço aos clientes e a toda a comunidade”, afiançou.
A conferência começa às 11:00, com a sessão de abertura a cargo de Rui Gomes. Ainda durante a manhã, Jorge Nunes participa no momento “110 Anos de Proximidade – À conversa com…”, seguindo-se a distinção dos associados com 50 anos de ligação à instituição.
A sessão da tarde será aberta pelo presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira.
Um dos momentos centrais do programa será o painel “A Banca Cooperativa e o Desenvolvimento do Território”, marcado para as 15:00, com intervenções do presidente da FENACAM, Jorge Volante, dos professores Luís Reto e Paulo Bento, do secretário-geral da CONFAGRI, Nuno Serra, e do presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro. A moderação estará a cargo da jornalista do Jornal de Negócios Marta Rangel.
Às 16:15, realiza-se o painel “O Futuro da Economia e o Papel da Banca Cooperativa”, com a participação do professor João Duque e do presidente do Grupo Crédito Agrícola, Sérgio Raposo Frade, também com moderação de Marta Rangel.
A sessão de encerramento está prevista para as 17:00 e contará com a intervenção do secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Adriano Moreira.
Além de considerar que os oradores convidados poderão “aportar grande valor” à reflexão sobre o futuro da banca cooperativa, Rui Gomes disse esperar que “estas intervenções enriqueçam" o conhecimento dos participantes e possam contribuir para que o grupo caixa agrícola se mantenha fiel aos seus princípios.
Questionado sobre a fusão com a Caixa Agrícola de Montemor-o-Novo, concretizada em 2024, o presidente da Caixa Agrícola da Costa Azul fez um balanço positivo do processo.
“Foi um processo muito bem-sucedido. O ano de 2025 foi o primeiro exercício completo após a fusão e foi um ano fantástico. Tivemos uma excelente performance, houve uma integração total dos colaboradores de ambas as caixas e dos serviços, sem qualquer percalço ou sobressalto”, sublinhou.
Para Rui Gomes, a fusão deixou a instituição mais preparada para responder às necessidades dos clientes.:“Estamos muito satisfeitos com esse passo. Ficámos mais fortes e mais capacitados para prestar melhores serviços aos nossos clientes”.
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