Foto: CMSC

“Desde o dia 04 [de fevereiro] que temos esta situação nova, que são as barragens de Campilhas e Fonte Serne a descarregar e a descarregar com grande intensidade, porque a última depressão que passou deixou muita chuva e, de uma forma muito brusca, muito rápida, encheu as albufeiras”, explicou.

Segundo o dirigente, as duas barragens estão, desde essa altura, a aliviar o nível de água “pelo descarregador de superfície”, estando “os órgãos da barragem a funcionar plenamente”.

“É uma descarga que não esperávamos, mas que, de facto, foi muito grande”, acrescentou.

Apesar do armazenamento de água nas barragens ser uma boa notícia, Ilídio Martins lamentou que o processo “não seja mais lento” para “não causar prejuízos aos agricultores”.

“Gostaríamos que o enchimento fosse mais lento, não causasse prejuízo aos agricultores, mas, de facto, isto foi uma precipitação extremamente elevada, persistente, há muitos dias que chove. Não esperávamos uma situação destas e o facto de haver já muita água no terreno e das barragens iniciarem a descarga vai fazer com que haja muito alagamento” em toda a zona ribeirinha da Ribeira de Campilhas e do Rio Sado, referiu.

Segundo o responsável, esta situação já deixou uma área significativa “submersa” pelas águas, com prejuízos para os agricultores, que só poderão ser contabilizados quando os níveis baixarem.

“Ainda faltam dois meses para o período chuvoso e daí haver muita preocupação”, sublinhou o dirigente da ARBCAS, acrescentando que, nesta altura, “já se perderam” searas de Inverno [e] os animais estão impedidos de “ir para certas zonas" por estarem "completamente intransitáveis”.


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