Foto: CMAS

De acordo com o jornal Expresso, a proposta passa por eliminar os 24 comandos sub-regionais existentes e retomar o modelo baseado nos 18 comandos distritais.
O objetivo desta mudança será aproximar a estrutura da Proteção Civil da organização territorial seguida por outras forças de segurança, como a PSP e a GNR.
Questionado pela rádio M24 sobre o tema, o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira, manifestou reservas quanto à intenção do Governo.
“Do que vejo e do que ouço dos nossos bombeiros e dos serviços de proteção civil, não o faria”, afirmou, defendendo a continuidade dos atuais modelos regionais e sub-regionais.
O autarca mostrou ainda estranheza face às conclusões da avaliação técnica que terá sustentado a proposta, embora admita que o modelo final ”pode não ter a ver com a Proteção Civil Distrital que havia no passado”.
“Ou bem que se avançava com a regionalização e havia sub-região ou uma região própria Litoral Alentejano, que faz algum sentido, ou então tentava-se arranjar mecanismos para uma região Alentejo mais centrada no foco de que o Alentejo é um”, salientou.
Já o presidente da Câmara de Sines, Álvaro Beijinha, também se mostrou favorável à manutenção do modelo atual, apesar de críticas anteriores à gestão do subcomando regional.
“As pessoas podem mudar, mas estar constantemente a alterar o modelo não é o caminho”, afirmou, sublinhando a sua posição regionalista.
O autarca destacou ainda que, apesar de Sines pertencer administrativamente ao distrito de Setúbal, a articulação prática é feita maioritariamente com Évora, considerando por isso que o regresso ao modelo distrital não será a solução mais adequada.
Com esta alteração, no Alentejo Litoral, os corpos de bombeiros de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines ficariam novamente sob a alçada do Comando Distrital de Setúbal, enquanto os de Odemira passariam a depender do Comando Distrital de Beja.

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SANTIAGO DO CACÉM
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