Alentejo lidera descidas dos preços da habitação enquanto Santiago do Cacém se destaca em Setúbal
O mercado imobiliário português continuou a dar sinais de ajustamento ao longo de 2025, com o Alentejo a afirmar-se como uma das regiões onde os preços das casas mais recuaram.
Foto: DR
Dados do idealista revelam que vários municípios alentejanos surgem entre os que registaram as maiores descidas anuais do país, reforçando a tendência de arrefecimento da procura em territórios de menor densidade populacional.
No distrito de Évora, os concelhos de Borba e Portel registaram quedas idênticas de 5,3%, fixando os preços médios da habitação em 875 euros/m² e 758 euros/m², respetivamente.
Já no Algarve interior, mas com dinâmicas semelhantes às do Alentejo profundo, Alcoutim voltou a destacar-se pela negativa, com uma descida de 6,7%, para 1.081 euros/m², figurando entre os municípios com maiores correções anuais a nível nacional.
Também no distrito de Portalegre, o mercado mostrou sinais de fragilidade. Avis viu os preços recuarem 3,2%, para 683 euros/m², enquanto Nisa se consolidou como o município mais barato do distrito para comprar casa, com um valor mediano de 498 euros/m², apesar de uma ligeira valorização anual.
Apesar destas descidas, o Alentejo continua a afirmar-se como uma das regiões mais acessíveis do país para a compra de habitação, mantendo preços significativamente abaixo da mediana nacional, o que pode atrair compradores em busca de alternativas mais económicas.
Em sentido oposto, Santiago do Cacém ganhou destaque como o município mais barato do distrito de Setúbal, ainda que com uma dinâmica de valorização expressiva. Segundo o idealista, o preço mediano da habitação no concelho atingiu 2.221 euros/m² em novembro, após uma subida anual de 22,2%.
Apesar do aumento significativo, Santiago do Cacém mantém-se como a opção mais acessível num distrito marcado por forte pressão imobiliária, sobretudo nos concelhos mais próximos da Área Metropolitana de Lisboa. A combinação entre preços ainda competitivos e valorização anual sugere um mercado em transformação, impulsionado pela procura por habitação fora dos grandes centros urbanos.
No conjunto, os dados mostram um país a duas velocidades: o Alentejo a ajustar preços em baixa, refletindo menor procura, e territórios como Santiago do Cacém a ganhar atratividade, mesmo mantendo-se como mercados relativamente acessíveis dentro das suas regiões.
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