Foto: DL

A associação acusa as autoridades de permitirem um projeto localizado em plena Rede Natura 2000, na Zona Especial de Conservação Comporta/Galé, e sobre um aquífero que classifica como estando em situação crítica.

A Zero critica ainda o facto de o parecer desfavorável do Laboratório Nacional de Energia e Geologia não ter sido considerado na decisão final. O LNEG alertou para sinais de sobre-exploração das águas subterrâneas e concluiu que o projeto não deveria ser aprovado.

Na área da biodiversidade, a associação contesta também a posição do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e defende uma avaliação específica dos efeitos do projeto sobre habitats e espécies protegidas.

A Zero critica ainda a falta de uma análise fundamentada dos argumentos apresentados durante a consulta pública, na qual 99% das participações foram desfavoráveis.

Entre as exigências estão a revisão da decisão ambiental, novos estudos sobre as águas subterrâneas e o balanço hídrico e a avaliação dos impactos dos 20 ventiladores anti-geada previstos sobre aves e morcegos.

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SANTIAGO DO CACÉM
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