Foto: GNR

Num ofício dirigido ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, a autarquia manifestou “profunda preocupação perante a sucessão de assaltos que tem ocorrido em Grândola”, alegando que estes episódios provocaram um “crescente sentimento de medo, insegurança e intranquilidade” entre a população.

“Não podemos aceitar que as pessoas sintam receio dentro das suas próprias casas, que os comerciantes temam pelos seus estabelecimentos ou que os cidadãos deixem de circular tranquilamente nas ruas e bairros da sua terra”, lê-se no documento assinado pela presidente da união das freguesias, Isaura Correia.

A autarquia recordou que Grândola e Santa Margarida da Serra abrangem um território com cerca de 416 quilómetros quadrados, que inclui a vila, diversas aldeias, bairros e lugares isolados.

Esta dimensão e dispersão territorial exigem, segundo a união das freguesias, uma capacidade de vigilância e patrulhamento que “não pode continuar a depender de meios manifestamente insuficientes”.

No documento, a autarquia reconhece o profissionalismo e a dedicação dos militares da GNR de Grândola, salientando que a reivindicação não coloca em causa a atuação da força de segurança.

“Não é justo exigir aos militares da GNR que garantam a segurança de um território tão extenso sem lhes proporcionar os recursos humanos, materiais e operacionais necessários”, argumentou.

Entre as medidas reclamadas estão o reforço urgente do efetivo, a disponibilização de viaturas e equipamentos adequados e a criação de condições para intensificar o patrulhamento de proximidade, sobretudo durante a noite e nas zonas mais isoladas.

A união das freguesias pediu igualmente condições de trabalho “dignas, seguras e adequadas” para os militares e uma resposta célere do Ministério da Administração Interna às necessidades identificadas no concelho.

“A população de Grândola tem direito a viver em segurança. Os militares da GNR têm direito a desempenhar a sua missão com dignidade e com os meios necessários”, sustentou a autarquia.

Foram também enviadas comunicações ao Destacamento Territorial da GNR de Grândola e ao Comando Territorial de Setúbal, solicitando o reforço da vigilância e do patrulhamento nas ruas, bairros e zonas consideradas mais vulneráveis.

A Câmara e a Assembleia Municipal de Grândola tiveram igualmente conhecimento da tomada de posição.

A união das freguesias anunciou ainda que vai comunicar à E-REDES os locais onde existem situações mais críticas de falta ou insuficiência de iluminação pública, por considerar que esta questão influencia a segurança e a tranquilidade da população.

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SANTIAGO DO CACÉM
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