Foto: Imagem de Arquivo

As medidas foram discutidas hoje numa reunião entre o presidente da câmara e o comandante do Destacamento Territorial de Grândola da GNR.

Segundo o município, em comunicado, o encontro foi solicitado devido aos vários episódios de assaltos no comércio local, ocorridos no concelho e, em especial, na vila de Grândola.

Durante a reunião foi analisada "a necessidade de reforço do patrulhamento de proximidade", o que, segundo a autarquia, exige mais militares e meios operacionais.

Segundo a autarquia, já está em curso o processo de aquisição de uma viatura destinada a aumentar a capacidade de patrulhamento do Posto Territorial de Grândola.

“Do ponto de vista dos efetivos, a câmara municipal não pode fazer muito mais do que aquilo que já faz, que é ceder alojamento”, afirmou o presidente da autarquia, Luís Vital Alexandre, citado no comunicado.

O autarca considerou que esta medida representa um fator de atratividade para os militares colocados no concelho.

Por seu lado, segundo o município, o comandante do destacamento informou que a GNR está a acompanhar as tentativas e os furtos registados nas últimas semanas e empenhada na respetiva resolução.

A autarquia revelou ainda que está em preparação a instalação de videovigilância no centro da vila, num processo que tem de ser articulada com a GNR.

De acordo com a câmara, as imagens recolhidas apenas poderão ser consultadas pelas autoridades no âmbito de processos de investigação criminal.

O presidente da autarquia reconheceu que poderá existir “um sentimento acrescido de insegurança”, mas defendeu que essa perceção não deve ser atribuída ao trabalho das forças de segurança.

“Existe uma limitação muito grande ao nível do número de efetivos no Posto Territorial de Grândola”, afirmou, acrescentando que transmitiu esta preocupação ao ministro da Administração Interna numa audiência realizada em 07 de julho.

Segundo o autarca, o posto conta atualmente com menos de 30 militares para um concelho com uma área superior a 800 quilómetros quadrados.

A câmara vai agora solicitar, com caráter de urgência, uma audiência ao secretário de Estado da Administração Interna para apresentar as preocupações relativas aos recursos da GNR afetos ao concelho.

No entanto, o autarca manifestou pouca expetativa de que o Ministério da Administração Interna venha a reforçar o contingente, defendendo uma revisão e valorização das carreiras da Administração Pública.

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SANTIAGO DO CACÉM
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