Subida da maré volta a inundar zona ribeirinha de Alcácer do Sal
A zona ribeirinha da cidade de Alcácer do Sal voltou a ser fortemente afetada pelas cheias provocadas pela subida da maré do rio Sado, na sequência da passagem da depressão Kristin. De acordo com a atualização divulgada hoje pela Câmara Municipal, às 12:40, as águas subiram novamente e submergiram a Avenida dos Aviadores, uma das áreas mais críticas da cidade.
Foto: CMAS
Está previsto um novo pico de maré durante a tarde, mantendo-se o alerta para cheia em toda a zona ribeirinha, alertou a autarquia.
A situação tem causado transtornos significativos à população e, em particular, aos comerciantes da Avenida dos Aviadores, que voltam a enfrentar prejuízos devido à inundação de estabelecimentos, dificuldades de acesso e interrupção da atividade económica.
Por motivos de segurança, várias vias encontram-se encerradas ao trânsito, além da Avenida dos Aviadores, também a Avenida Marginal João Soares Branco, a Estrada de Santa Luzia, os acessos a Santa Catarina, a ligação Arez – Vale de Guizo, o acesso a São Romão do Sado, assim como a Ponte rodoviária sobre o rio Sado
As autoridades apelam à população para evitar deslocações desnecessárias e respeitar a sinalização existente.
Para responder à situação, estão mobilizados diversos meios operacionais, incluindo uma motobomba de alta capacidade (200 m³/h), cedida pela Lisnave, para bombear água da zona inundada, estando uma segunda motobomba a caminho, disponibilizada pela Marinha, um manitu para remoção de telhas e estruturas soltas no topo de um edifício e uma embarcação semi-rígida em prontidão na Avenida dos Aviadores.
Segundo o município, as equipas no terreno estão a realizar trabalhos de limpeza, remoção de árvores e detritos, distribuição de sacos de areia e prestação de apoio social.
Estão igualmente assegurados transportes para a localidade de Santa Catarina, bem como para consultas e exames médicos, de forma a minimizar o impacto das cheias na vida diária dos residentes.
No terreno encontram-se meios humanos do Município, das Juntas de Freguesia, Bombeiros e GNR, em articulação com a Proteção Civil.
As autoridades reforçam o apelo para que os cidadãos retirem as viaturas das zonas interditas, cumpram todas as indicações da Proteção Civil e se mantenham atentos à evolução da situação.
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