Foto: CMSC

O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira, felicitou a autora que mereceu a unanimidade do júri, “o que atesta a qualidade da sua escrita, que se destacou pela forma inovadora de escrever contos que esta obra apresenta.”

O autarca destacou o “nome maior da literatura portuguesa” que é Manuel da Fonseca, recordando que “foi sempre uma pessoa exemplar que, mesmo com a sua notoriedade, estava junto da comunidade”. Salientou que o objetivo deste Prémio é “continuar a dar valor à obra de Manuel da Fonseca e ao seu exemplo”.

Para Rita Estanqueiro, “foi um desafio escrever para o Prémio de Conto Manuel da Fonseca pelo seu prestígio”, mas também “porque a minha escrita é muito solta e foi necessário organizar as minhas ideias de outra forma e, pela primeira vez, escrever” um conjunto de contos. Quando a anunciaram como vencedora, “fiquei em êxtase e não consegui ter uma reação lúcida, fui dominada pela emoção” e “será uma emoção muito grande ver a obra editada”.

Sobre a coletânea de contos que apresentou, explicou que é sobre “aquilo que me apaixona no que diz respeito aos detalhes do quotidiano. E os detalhes do quotidiano são múltiplos, imensos, infinitos, e eu costumo dizer que de perto ninguém é normal. E, então, acabei por pegar nessa frase e realmente trazê-la para a luz”.

A escrita é para a autora “algo muito orgânico” que entrou na sua vida quando era ainda criança: “gostava muito de estar em casa e tinha muitos livros acessíveis e, portanto, a partir da leitura surge uma escrita e, no fim, acabamos por ter histórias por contar, ou por achar que há histórias por contar.”

Em representação do júri, a vice-Presidente da Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Paula Mendes Coelho,  fundamentou  a decisão na “abordagem tanto poética quanto ágil, atenção literária prestada a elementos prosaicos do quotidiano" e na "desenvoltura do verbo".

"A sua originalidade e sensibilidade e a estrutura temática e formal, confere coerência ao inédito, proporcionando uma dúctil leitura” da obra, sustentou.

O júri desta 16.ª edição do Prémio de Conto Manuel da Fonseca tinha também como elementos Ana Margarida de Carvalho, representante da Associação Portuguesa de Escritores, e Sandra Isabel das Candeias Guerreiro Dias, investigadora e Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Educação de Beja.

O primeiro prémio do concurso recebeu um valor pecuniário de quatro mil euros e a obra será editada pelo Município de Santiago do Cacém.

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SANTIAGO DO CACÉM
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