Entre as principais falhas identificadas estão o mau funcionamento de várias estações elevatórias, perdas significativas de água e a existência de condutas em fibrocimento.

A situação ganhou maior visibilidade após uma rotura numa conduta, ocorrida há algumas semanas, que deixou a cidade sem abastecimento durante várias horas.

Em declarações à rádio M24, o presidente da câmara confirmou a gravidade do problema, reconhecendo que há ainda muito trabalho por fazer na rede de água.

O autarca admitiu também que os problemas no saneamento são “gritantes” e alertou que a sua resolução exigirá um investimento de vários milhões de euros.

“Não se resolverá num mandato, e se calhar nem em dois mandatos”, afirmou.

Ainda assim, garantiu que o atual executivo está a dar prioridade a esta área, tendo alocado cerca de 1,5 milhões de euros, aproveitando as oportunidades de financiamento no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Por seu lado, o vereador da coligação PSD/CDS-PP, Miguel Vaz, mostrou satisfação pelo aumento do investimento, depois de ter alertado, na última reunião de câmara, para as perdas de água e para a existência de condutas em fibrocimento.

Já a vereadora do PS, Filipa Faria, reconheceu que a situação resulta de um desinvestimento com mais de 20 anos nas infraestruturas de abastecimento e saneamento e reiterou que compete agora ao novo executivo avançar com este investimento.


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SANTIAGO DO CACÉM
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