Foto: CMG

A posição foi assumida durante a cerimónia dos 77 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos de Grândola, onde o autarca criticou decisões tomadas “à margem dos territórios” e de quem conhece a realidade local.

“As medidas pensadas em gabinetes e as decisões tomadas à margem dos territórios e de quem os conhece, habitualmente, acabam em asneiras”, afirmou Luís Vital Alexandre.

O autarca disse estar em curso uma reestruturação da organização do sistema nacional de emergência e proteção civil e criticou aquilo que considera ser a “tentação” de organizar a proteção civil com base nos antigos distritos.

“Da minha parte, fiquem todos cientes, somos frontalmente contra”, afirmou, adiantando que já pediu uma audiência ao ministro da Administração Interna para transmitir esta posição, a par de outros assuntos de interesse para o município.

No seu entender, quando a Proteção Civil estava organizada em distritos, os concelhos do Litoral Alentejano “nunca foram uma prioridade”, tendo o atual modelo regional e sub-regional dado melhores respostas.

“É por demais evidente que este modelo regional tem funcionado muito melhor”, sustentou.

O autarca considerou ainda que uma alteração para uma lógica distrital contrariaria a organização territorial que tem vindo a ser desenvolvida nos últimos anos, assente em regiões, sub-regiões e no reforço das competências das CCDR.

Para Luís Vital Alexandre, o caminho deve passar antes pelo reforço das competências das comunidades intermunicipais, por uma maior articulação sub-regional e pela maximização de meios entre municípios, comandos sub-regionais e agentes locais de proteção civil.

“O que falta cumprir neste plano é implementar as competências previstas para as comunidades intermunicipais, promovendo uma maior articulação sub-regional, maximização de meios e maior articulação entre os agentes de proteção civil locais, entre os municípios e destes com os comandos sub-regionais”, afirmou.

Na cerimónia, o autarca deixou ainda o aviso de que, se a intenção de regressar a uma lógica distrital se mantiver, acredita que os municípios do Litoral Alentejano terão uma posição comum.

“Caso esta teimosia se mantenha, no Litoral Alentejano, estou plenamente convencido de que os meus colegas presidentes de câmara terão uma posição consensualizada para impedir que, de novo, voltemos a uma lógica de funcionamento em que somos sempre os parentes mais pobres”, concluiu.

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SANTIAGO DO CACÉM
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