Foto: APS

Ao longo de dois dias, especialistas, entidades e parceiros estratégicos debateram alguns dos principais desafios que se colocam atualmente ao setor portuário, da sustentabilidade ambiental e descarbonização à segurança, proteção e resiliência, num programa dedicado à partilha de conhecimento, experiências e boas práticas.

Na sessão de abertura, o presidente da APS, Pedro do Ó Ramos, destacou o trabalho que a porto tem vindo a desenvolver no âmbito da descarbonização e transição energética, mantendo o foco no objetivo da autossuficiência, em termos de produção e fornecimento de energia verde às infraestruturas portuárias, em 2045.

Destacou ainda o compromisso da Autoridade Portuária para com a segurança, nas diferentes vertentes, seja operacional, das infraestruturas, segurança da informação e Cibersegurança, enaltecendo ainda a forte articulação entre os parceiros que integram a Comunidade Portuária e Logística de Sines, e demais autoridades, no sentido de reforçar a resiliência do complexo portuário e industrial de Sines.

O “Roadmap para a Descarbonização e Transição Energética nos Portos de Sines e do Algarve”, foi traçado por Jaime Puna, administrador da APS, realçando os investimentos em curso que preparam os Portos de Sines e do Algarve para um contexto energético cada vez mais desafiante e exigente.

Neste contexto, abordou as perspetivas de crescimento no consumo de energia em porto, como também ao nível da movimentação de novos combustíveis, preservando a resiliência da cadeia de abastecimento neste segmento específico e, no caso de Sines, na necessidade de assegurar uma resposta adequada e competitiva aos projetos previstos para a ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines, no que concerne aos combustíveis verdes.

No primeiro dia foram ainda apresentados os diferentes estudos de monitorização levados a cabo pela administração portuária, no sentido de preservar o ambiente e o ecossistema marinho, nomeadamente ao nível do ruído, qualidade do ar, monitorização dos ambientes marinhos e biodiversidade.

No segundo dia o foco central foi a Segurança, com temas como os riscos no transporte multimodal de produtos perigosos e os novos desafios à segurança, com intervenção do SIS – Serviço de Informações de Segurança, bem como a resiliência da cadeia de abastecimento. No que diz respeito à vertente da saúde pública, foi ainda apresentado o plano de contingência para cenários de doença infectocontagiosa.

Com um programa dinâmico e abrangente, o encontro contemplou uma visita ao Porto de Sines, incluindo os terminais, à Brigada de Intervenção e Apoio, à Port Cyber Arena, e incluiu um 'workshop' de combate à poluição.

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SANTIAGO DO CACÉM
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