Foto: DR

"Este ano já foram feitas mais de 30 mil ações policiais, mais de 1.500 infrações detetadas e 500 crimes" debelados, revelou o comandante-geral da Polícia Marítima, vice-almirante, Nuno Chaves Pereira.

Em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia oficial do Dia da Polícia Marítima, em Sines, no passado domingo, o vice-almirante realçou o "trabalho diário" dos operacionais.

"Esta é uma polícia de especialidade única, com competências e valências únicas no nosso país e que está equipada com os meios que estão disponíveis e que o Estado português coloca à sua disposição", frisou.

Enquanto comandante-geral, o vice-almirante não deixou de manifestar a importância dos meios.

"Seria mais útil ter mais meios e mais pessoas, mas temos de ter a noção do país em que nos inserimos e aquilo que podemos fazer com os meios que temos", considerou.

A PM "tem uma presença muito forte na Agência Frontex, desde 2014" com inúmeras missões e dá "um contributo muito válido à União Europeia, no sentido de mantermos os nossos mares e as nossas águas mais protegidas".

"Além desse trabalho temos aquele que é feito em território nacional, em águas de jurisdição nacional e no domínio público marítimo, tanto pelos agentes nos comandos locais e são 28 espalhados por todo o continente e ilhas e temos depois um nicho especializado que é a Unidade Especial de Policia, constituída por duas grandes valências: o grupo de ação tática, com militares treinados para situações de maior violência, e o de mergulho forense, que é um grupo dedicado à preservação das provas subaquáticas, único no nosso país", realçou.

Questionado sobre a atratividade de quadros jovens para esta polícia em zonas periféricas, o comandante da Polícia Marítima disse que não existem constrangimentos nesta área.

"De momento, não estamos a sentir essa dificuldade porque, no ano passado, fizemos uma incorporação de cerca de 50 agentes. Vamos fazer uma nova, este ano, de mais 50 agentes e estamos em processo de autorização, junto da tutela, de mais 75 agentes", precisou.

De acordo com o vice-almirante, Nuno Chaves Pereira, uma carreira na Polícia Marítima tem-se revelado "atrativa para a juventude" e tem de "ser moderna para que os jovens se possam rever e acreditar que têm futuro".


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SANTIAGO DO CACÉM
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