Foto: CMO

Promovida pelo Município de Odemira, com curadoria de Hugo Cruz, a Bienal reúne artistas, investigadores, profissionais da cultura e comunidades num programa de acesso livre que cruza criação artística, ciência, pensamento crítico e participação.

Sob o mote “Tentemos”, esta primeira edição parte do território e das pessoas que o habitam para experimentar formas de criação coletiva e colocar diferentes disciplinas e saberes em diálogo.

Conversas, caminhadas, oficinas, instalações, concertos, performances e encontros compõem um programa que olha para a diversidade cultural e ecológica de Odemira como matéria para pensar e imaginar o presente.

Um dos projetos centrais é “Tentemos”, criação da ondamarela desenvolvida ao longo dos últimos meses com habitantes, associações, coletivos musicais e artistas do concelho.

Memórias, histórias, vozes e paisagens sonoras recolhidas durante este processo dão origem a uma criação que cruza música, palavra e performance.

O projeto culmina na próxima segunda-feira, 05 de outubro, num percurso entre a Praça da República e o Cerro do Peguinho, com a participação especial de Gisela João.

A relação entre comunidade e território atravessa também “Selva Coragem”, projeto interdisciplinar do Teatro do Frio. A partir de plantas partilhadas pelos habitantes, o projeto ocupa um espaço abandonado da vila e transforma-o num lugar de encontro e criação.

Cruzando arte sonora, escrita dramatúrgica e performance com questões de sustentabilidade, biodiversidade e qualidade de vida, “Selva Coragem” procura restabelecer relações entre pessoas e lugares e experimentar outros usos para um espaço desvitalizado.

Também a partir da experiência direta do território, “A Esquina é o Centro” reúne Luiz Rufino e Paula Cardoso numa caminhada-conversa que procura ler Odemira através das suas encruzilhadas.

Culturas híbridas, pensamento decolonial e cidadania conduzem um percurso em que caminhar se transforma numa oportunidade para escutar, questionar e imaginar outras formas de habitar os lugares.

A programação inclui ainda conversas em torno das relações entre arte e ciência, paisagem e espaço público, bem como “(enlaça o ficar!)”, instalação de Carlos Noronha Feio, e propostas para diferentes gerações, como as oficinas-performance “PartyLab” e “Música das Esferas”, de Álvaro Valls.

Na música, Adam Ben Ezra apresenta no Terminal Rodoviário de Odemira um concerto a solo construído a partir do contrabaixo, voz, efeitos e loops.

A Bienal recebe também o Encontro Internacional de Programadores e Curadores, que reúne profissionais nacionais e internacionais para conhecerem o ecossistema artístico de Odemira e estabelecerem novas relações com artistas e coletivos do território.

A edição zero marca ainda o lançamento da Bolsa Internacional de Criação Artística Madalena Victorino, apresentada na sessão de abertura.

A participação nas atividades é gratuita, estando algumas sujeitas a inscrição prévia ou à lotação dos espaços. O programa completo está disponível nos canais oficiais da Bienal Arte e Ciência de Odemira.

Comente esta notícia


SANTIAGO DO CACÉM
Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização.