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A licença permite o exercício da atividade industrial nas novas unidades de produção de polipropileno e polietileno linear de baixa densidade, instaladas no Complexo Industrial da Repsol.

As duas fábricas terão uma capacidade nominal conjunta de 600 mil toneladas anuais e a produção será destinada sobretudo aos mercados internacionais, indicou a empresa.

Durante a cerimónia, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, classificou o Projeto Alba como um dos maiores investimentos industriais realizados em Portugal nos últimos anos.

“Não estamos apenas perante novas fábricas. Estamos perante um reforço estrutural da capacidade industrial, exportadora e tecnológica instalada em Portugal, com impacto no emprego, na qualificação e na atividade económica de Sines, do Alentejo e do país”, afirmou.

Segundo as perspetivas apresentadas pelo ministro, o investimento deverá permitir ao Complexo Industrial da Repsol atingir, em 2029, um volume de negócios próximo dos 1.100 milhões de euros.

Reconhecido como Projeto de Potencial Interesse Nacional, o Alba é considerado pela Repsol o maior investimento realizado na área industrial em Portugal nos últimos 10 anos.

A fase de construção chegou a mobilizar cerca de 1.300 trabalhadores nos períodos de maior atividade. Para a operação das novas unidades foram criados 100 postos de trabalho diretos permanentes e são estimados cerca de 300 empregos indiretos.

“Este investimento reforça a nossa capacidade produtiva, incorpora tecnologias mais eficientes e consolida Sines como um polo industrial de referência na Europa”, afirmou o diretor da Repsol Polímeros, Salvador Ruiz.

O responsável acrescentou que o projeto representa “um contributo concreto para a competitividade da indústria nacional num contexto global cada vez mais exigente”.

Além das duas unidades de produção, o investimento inclui uma nova plataforma logística, infraestruturas de armazenagem e segurança industrial, eletrificação de equipamentos e reforço da produção de energia solar para autoconsumo.

O Projeto Alba integra igualmente um eletrolisador de quatro megawatts destinado à produção de hidrogénio renovável para utilização nas operações do complexo.

Segundo a Repsol, o equipamento terá capacidade para produzir cerca de 600 toneladas de hidrogénio renovável por ano e permitirá evitar a emissão de aproximadamente seis mil toneladas de dióxido de carbono.

O eletrolisador, que representa um investimento adicional de cerca de 15 milhões de euros, recebeu em julho o respetivo Título Digital de Alteração e Exploração e deverá iniciar a produção nos próximos meses.

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Ricardo Pinheiro, considerou que o investimento coloca a região numa posição de destaque na produção de polipropileno.

“O Alentejo assume hoje uma posição de liderança na Europa no que respeita a este material”, afirmou.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, classificou o Projeto Alba como um investimento “importantíssimo”, gerador de emprego e riqueza.

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