Município de Sines quer alocar 1,6 milhões de euros para intervir nas escolas
Problemas nos edifícios escolares, infiltrações graves, falta de sombreamento, equipamentos degradados e pisos a necessitar de renovação foram as principais necessidades identificadas pelo executivo da Câmara de Sines durante a Presidência Aberta dedicada à Educação.
Foto: CMS
A iniciativa decorreu na semana passada, no âmbito do ciclo temático “Ouvir. Agir”, e envolveu visitas a estabelecimentos escolares públicos e privados do concelho, bem como a projetos com intervenção na área educativa.
Foram também ouvidas associações e representantes de pais.
Num balanço da iniciativa, o presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, sublinhou que o estado dos equipamentos escolares é o problema mais relevante.
“Das seis escolas, todas elas, com exceção da Escola Básica n.º 1, têm problemas extremamente complexos e que requerem investimentos bastante significativos”, afirmou Álvaro Beijinha.
Entre os casos mais preocupantes estão a Escola Secundária, a Escola Básica n.º 3 e a Escola Vasco da Gama, disse o autarca, apontando ainda a situação da Escola Básica n.º 2, onde existem “infiltrações graves” na zona ampliada do edifício.
Além das necessidades nos edifícios, foram identificados problemas nos espaços exteriores, nomeadamente a falta de equipamentos e de sombreamento nos parques infantis e campos de jogos, bem como a necessidade de renovar os respetivos pisos.
Para responder a estas necessidades, o Município de Sines pretende canalizar mais fundos comunitários para a Educação, afiançou o eleito que pretende aproveitar o processo de reprogramação do quadro comunitário, para alocar 1,6 milhões de euros na intervenção nas escolas.
“Está neste momento a decorrer um processo de reprogramação no quadro comunitário onde estamos a propor, abdicando de verbas noutras áreas, alocar para a Educação um montante de 1 milhão e 600 mil euros para podermos intervir nas escolas”, explicou.
Durante a Presidência Aberta foram também ouvidas as necessidades dos infantários privados, alguns dos quais funcionam em espaços que também necessitam de intervenção.
Outra situação que preocupa o executivo municipal é a da Escola Tecnológica do Litoral Alentejano (ETLA), atualmente a funcionar em contentores. A solução definitiva, a médio prazo, deverá passar pela criação de instalações em conjunto com o projeto da futura Escola Superior do Politécnico de Setúbal.
Apesar dos problemas identificados, Álvaro Beijinha classificou as visitas como “bastante enriquecedoras”, destacando o trabalho desenvolvido pela comunidade escolar e a dinâmica “muito positiva” das associações de pais.
O ciclo de presidências abertas temáticas “Ouvir. Agir” vai continuar até ao final de 2026.
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