Foto: CMO

Em declarações à rádio M24, o autarca explicou que os efeitos cumulativos da atual depressão, aliados à precipitação intensa, têm provocado diversos prejuízos e exigem intervenções urgentes no terreno. Entre as principais preocupações estão "mais de duas centenas e meia de pessoas identificadas" como residentes em zonas com risco de isolamento, devido à subida das linhas de água.

O mau tempo está também a causar constrangimentos no funcionamento normal das aulas e cortes ou limitações na circulação rodoviária em várias localidades do concelho.

“Estamos a tratar com a GNR e com todos os agentes no terreno para que sejam encontradas soluções que minimizem o risco para estas pessoas”, afirmou Hélder Guerreiro, acrescentando que estão a ser contactadas famílias e instituições particulares de solidariedade social (IPSS) para eventual acolhimento urgente.

Com a previsão de subida do caudal do rio Mira durante a tarde, as atenções estão agora centradas no Serviço de Urgência Básico (SUB) do Centro de Saúde de Odemira, que poderá ficar isolado, estando o município a articular com a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano a transferência preventiva das urgências para o edifício da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Odemira.

Até ao momento, três pessoas já foram realojadas, duas após terem ficado isoladas por questões de mobilidade e uma terceira na sequência do desabamento da sua habitação, em São Martinho das Amoreiras.

O presidente da Câmara alertou ainda para situações críticas em locais como Corte-Brique e Luzianes-Gare, onde a água já entrou em quintais, sublinhando que existem várias pessoas em zonas com estradas cortadas ou em áreas próximas de linhas de água que continuam a subir de forma significativa.

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