INEM muda prioridades na triagem para responder de acordo com gravidade
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) passou a utilizar um novo modelo de definição de prioridades nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), alinhado com as melhores práticas internacionais na gestão de emergências, com o objetivo de tornar a resposta mais rápida, mais justa e mais adequada à gravidade das situações.
Foto: INEM
De acordo com o INEM, em comunicado, o novo modelo estabelece cinco níveis de prioridade, à semelhança do sistema usado na triagem dos hospitais, e a classificação resulta sempre de uma avaliação clínica realizada pelos profissionais do CODU, com base na informação recolhida durante a chamada para o Número Europeu de Emergência – 112.
A cada prioridade passam a corresponder tempos de resposta definidos, o que permite uma gestão mais rigorosa dos meios de emergência: Emergente, Muito urgente, Urgente, Pouco urgente e Não urgente.
A prioridade Emergente aplica-se a situações associadas a risco de vida iminente, com uma resposta imediata e o envio de meios de Suporte Básico de Vida (SBV) articulados com Suporte Imediato ou Avançado de Vida.
Para as situações classificadas Muito urgente, com risco clínico elevado, preveem a chegada do primeiro meio ao local até 18 minutos.
Já a prioridade Urgente indica situações com risco de agravamento clínico e implicam uma chegada até 60 minutos, com envio de meio de SBV.
As situações associadas a risco clínico baixo, classificadas de Pouco urgente, preveem uma chegada ao local de meio de Suporte Básico de Vida em até 120 minutos, enquanto que a prioridade Não Urgente refere-se a situações que não implicam o envio de meios de emergência, sendo a chamada transferida de imediato para a linha SNS 24, onde é garantido aconselhamento e encaminhamento adequados.
Segundo o INEM, no final da chamada, o cidadão passa a ser informado sobre a prioridade atribuída, o tempo de resposta estimado e o encaminhamento definido, numa aposta clara na transparência e na gestão das expectativas de quem recorre ao 112. Será também solicitado que, caso a vítima apresente uma alteração dos sinais relatados ou o aparecimento de um novo sintoma, que volte a ligar 112.
O novo modelo contribui ainda para a sustentabilidade do Sistema Integrado de Emergência Médica, ao permitir que os meios disponíveis sejam utilizados de forma mais eficiente e direcionados para as situações mais graves. O INEM sublinha que o 112 responde sempre, avaliando todas as ocorrências e garantindo que cada pessoa recebe a resposta certa, no tempo adequado.
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