Foto: DR

“A GNR é uma força de segurança importante em todo o país, até além-fronteiras, mas particularmente no distrito de Setúbal”, afirmou Paulo Ribeiro, sublinhando que a presença dos militares “nos campos, na estrada, nas cidades e nas ruas” representa “a presença do Estado”.

O governante falava aos jornalistas à margem da cerimónia do Dia do Comando Territorial de Setúbal da GNR, que decorreu em Sines.

Questionado sobre os aumentos salariais e os apoios em viaturas e equipamentos, Paulo Ribeiro afirmou que o Governo reconhece “os legítimos anseios” dos militares da GNR e dos agentes da PSP, mantendo contacto com as associações socioprofissionais e sindicatos das forças de segurança.

O secretário de Estado recordou o “esforço” realizado nos últimos dois anos pelo Governo de Luís Montenegro, referindo-se ao “maior aumento de sempre” nas forças de segurança, nomeadamente através do subsídio de risco e de outros suplementos que, segundo afirmou, “não eram" atualizados "há muitos anos”.

Paulo Ribeiro destacou ainda a aposta em meios tecnológicos, materiais e outros equipamentos, necessários para que as forças de segurança possam cumprir as suas missões, bem como a preocupação com o estado das instalações.

“Quando chegámos ao Governo, o decreto-lei sobre as infraestruturas e equipamentos de segurança tinha uma taxa de execução de 7%. No final de 2025 já tínhamos uma execução de mais de 40% e estamos muito convencidos de que, no final deste ano, atingiremos os 100%”, afirmou.

O governante defendeu que este trabalho permitirá uma “recuperação muito grande” face ao que classificou como “anos e anos de desinvestimento” nas infraestruturas das forças de segurança.

Paulo Ribeiro sublinhou também o papel das autarquias neste processo, explicando que o Ministério da Administração Interna tem procurado estabelecer protocolos com as câmaras municipais em todo o país.

De acordo com o secretário de Estado, as autarquias dispõem de meios técnicos que permitem desenvolver projetos e acompanhar obras de forma mais célere. Nestes casos, explicou, o desenvolvimento do projeto e o acompanhamento da obra podem ficar a cargo dos município, sendo os encargos financeiros assumidos pelo Estado.

“Com estes protocolos procuramos agilizar, apressar e recuperar aquilo que foram anos e anos de desinvestimento nas forças de segurança”, afirmou.

Questionado sobre se a melhoria das infraestruturas é a grande prioridade, nomeadamente no Litoral Alentejano, Paulo Ribeiro respondeu que essa é uma preocupação em todo o país.

“As infraestruturas são a grande prioridade, no Litoral Alentejano e não só. Por todo o país há muitas infraestruturas que estão a precisar de intervenção urgente”, disse.

O secretário de Estado acrescentou que a situação foi agravada em várias zonas, incluindo no centro do país, devido ao “comboio de tempestades”, exigindo uma atenção acrescida por parte do Governo.

“Não se conseguirá chegar a todo o lado ao mesmo tempo, mas estamos a definir as prioridades para intervir no maior número possível de locais e no mais curto espaço de tempo onde é necessário”, concluiu.

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