Foto: DR

A estimativa foi divulgada, este domingo, antes do encerramento da feira, contando já com a afluência esperada para o último dia do certame, realizado em São Teotónio.

“A contabilidade que temos são à volta de 52 mil pessoas. Portanto, é a primeira vez que ultrapassamos a barreira dos 50 mil visitantes na feira que, este ano, cresceu também em número dias.A edição deste ano contou com 366 expositores, mais cerca de 40 do que em 2025, quando estiveram representados aproximadamente 320 participantes.

“Passámos de cerca de 320 para 366 expositores este ano, o que significa um interesse por parte das pessoas e dos empresários”, afirmou Hélder Guerreiro.

A FACECO voltou também a decorrer durante quatro dias, mais um do que nas edições anteriores. A alteração respondeu a uma solicitação de alguns expositores, que consideravam reduzido o período de três dias face ao investimento necessário para participar na feira.

“Experimentámos e, para já, considerámos que efetivamente foi uma experiência positiva”, declarou o autarca.

Segundo o presidente da Câmara, o dia adicional permitiu prolongar os concursos da raça Limousine e reforçar a diversidade da programação cultural, embora tenha também obrigado os expositores a permanecer mais tempo no recinto.

A organização estima que a afluência total se tenha situado entre as 52 mil e as 53 mil pessoas.

“É a primeira vez que ultrapassamos a barreira dos 50 mil visitantes na feira”, salientou Hélder Guerreiro, considerando que o crescimento tem acontecido de forma progressiva e sem grandes oscilações.

Apesar dos números, o autarca afirmou que o principal critério de avaliação não é apenas a quantidade de visitantes, mas a forma como expositores e público vivem o certame.

“O que nos interessa efetivamente é a satisfação dos expositores e, fundamentalmente, aquilo que é a experiência dos visitantes na feira”, considerou.

O certame representou um investimento municipal de cerca de 370 mil euros. 

Entre as novidades deste ano esteve o primeiro concurso nacional da raça caprina Charnequeira, integrado no trabalho de recuperação desta raça autóctone.

O município indicou que a reabertura do livro genealógico permitiu registar cerca de 850 animais que ainda não se encontravam inscritos.

A feira acolheu também um concurso dedicado à raça bovina Garvonesa, que está a ser reintroduzida no concelho de Odemira, onde existem atualmente seis criadores.

Hélder Guerreiro defendeu que a recuperação das raças autóctones permite preservar o património genético, valorizar a produção de carne e reanimar a atividade pecuária nas zonas mais interiores do concelho.

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