Foto: ETLA

O equipamento está já a ser montado nas instalações da escola por professores e alunos, depois de os componentes necessários terem chegado no início de setembro.

Segundo o diretor da ETLA, Eduardo Bandeira, o objetivo é reproduzir, à escala de uma sala, o funcionamento de um centro de dados, incluindo sistemas de energia, comunicações, segurança, controlo de acessos e climatização.

O simulador não terá capacidade de computação, mas permitirá recriar situações semelhantes às de um ‘data center’ real, nomeadamente falhas em sistemas que exigem funcionamento contínuo.

Uma das componentes passará pela produção de calor na zona correspondente aos servidores, permitindo testar a resposta dos sistemas de climatização e criar cenários de avaria.

Os alunos poderão, desta forma, treinar a leitura de alarmes, identificar falhas e atuar perante problemas que possam surgir neste tipo de instalações.

Numa primeira fase, o equipamento será utilizado pelos estudantes dos cursos de Eletrónica e Automação e de Instalações Elétricas, este último iniciado no atual ano letivo.

A ETLA pretende, contudo, disponibilizar também o simulador para demonstrações e ações de formação dirigidas a empresas e profissionais.

O projeto surge num contexto em que, segundo Eduardo Bandeira, as empresas da região têm vindo a manifestar necessidade de trabalhadores qualificados nas áreas da eletricidade, eletrónica, automação e manutenção de sistemas críticos.

A escola participa num projeto europeu dedicado à formação para a indústria dos ‘data centers’, que reúne oito escolas e oito entidades do setor e conta com financiamento de cerca de quatro milhões de euros através do programa Erasmus.

No âmbito dessa iniciativa, a Google atribuiu apoio às escolas participantes para projetos ligados ao ensino nesta área. A ETLA canalizou esse financiamento para a criação do simulador, contando ainda com a colaboração de empresas como a Schneider Electric no fornecimento de equipamentos e apoio técnico.

Além desta aposta, a escola já propôs a criação de uma formação de técnico de sistemas críticos e está envolvida noutro projeto associado à Start Campus.

A empresa pretende testar uma tecnologia de dessalinização e deverá instalar na ETLA um protótipo à escala, que será acompanhado por professores e alunos.

Segundo Eduardo Bandeira, a escola aguarda agora a chegada dos equipamentos, estando já constituída a equipa que participará nos testes, para os quais a Start Campus deverá assegurar o fornecimento de água do mar.

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SANTIAGO DO CACÉM
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