Foto: Nuno Vasco Rodrigues

De acordo com o ICNF, em comunicado, os estudos identificaram a presença destas espécies em 15 dos 19 locais analisados, com o registo de 56 indivíduos pertencentes a cinco espécies, incluindo o cavalo-marinho-de-focinho-comprido (Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho-comum (Hippocampus hippocampus).

A investigação, divulgada por ocasião do Dia Mundial da Vida Selvagem, destacou três zonas prioritárias para conservação, nomeadamente Soltroia, Marina de Troia e Marina Marbella, classificadas como “hotspots” devido à elevada abundância e diversidade de espécies.

Foram também identificadas ameaças como a degradação do habitat, o lixo marinho e o ruído subaquático.

Pela primeira vez, foi descoberto um jardim de gorgónias em ambiente estuarino, um achado científico relevante.

Os resultados reforçam a necessidade de medidas de proteção e gestão sustentável, sublinhando a importância da ciência e da cooperação entre entidades para preservar a biodiversidade marinha e a resiliência dos ecossistemas costeiros.

A investigação resulta de uma colaboração entre diversas entidades públicas e privadas, como a MARDIVE - Associação Ciência e Educação para a Conservação da Biodiversidade Marinha, o MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa - NOVA FCT, a ARNET – Rede de Investigação Aquática, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas – ICNF, a TRÓIA-NATURA, o Programa Mares Circulares da Coca-Cola em Portugal, implementado pela Liga para a Proteção da Natureza (LPN), e a Câmara Municipal de Setúbal.


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