Foto: CMSC

A obra intitulada "Da Lagoa ao Castelo" representa o interesse pelo património natural e faz uma homenagem ao território, suas gentes e memória.

Em declarações à rádio M24, o artista, natural de Santiago do Cacém, explicou que a escultura, com elementos de grandes dimensões, revelou-se "um desafio enorme".

"São 18 toneladas de aço, mais de 60 pessoas envolvidas diretamente na sua criação e foi um desafio enorme porque nem sempre é fácil trazer à luz as ideias" tendo em conta "as questões técnicas e de segurança", explicou.

Além das "aves que muitos de nós conhecemos", os restantes elementos da escultura representam os "fatores materiais e imateriais", indicou o autor que consagrou "um olhar ao seu percurso" artístico.

De acordo com João Pedro Santos, a "escultura é muito mais complexa do que parece à primeira vista".

"Não quero falar especificamente sobre a lagoa, mas pretende ser acima de tudo uma presença positiva, que transmita alegria e que seja vista como um marco de que temos uma relação profunda com a natureza e que estamos aqui a valoriza-la", sublinhou.

Segundo o autor, "esta escultura só está terminada no olhar de quem a vê".

"Há aqui a componente de tentar compreender o que lá está, mas acima de tudo como nos faz sentir e o que recebo dali", precisou.

Com esta obra, o artista, que dedica o seu trabalho aos elementos naturais, com foco na biodiversidade, quer "criar o interesse e o fascínio" pelo património natural deste território.

"Se a preservação vier a aparecer por consequência de algo que nós gostamos, temos de conhecer primeiro o que temos de preservar", defendeu.

A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Álvaro Beijinha e membros do executivo.

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SANTIAGO DO CACÉM
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