Foto: AdSA

Questionada pela rádio M24 sobre o volume de água descarregado pela barragem, a primeira vez em 40 anos, a empresa explicou que o caudal médio registado foi “de 12,3 metros cúbicos por segundo (m³/s)”.

Segundo a AdSA, “todas as operações de descarga controlada foram conduzidas em conformidade com os protocolos de segurança e de gestão definidos para este tipo de situações, incluindo a articulação com as autoridades competentes e com o Serviço Municipal de Proteção Civil de Sines”.

“A barragem esteve sob monitorização permanente, com acompanhamento contínuo dos níveis da albufeira e das condições a montante e a jusante”, afiançou a empresa.

E acrescentou que a decisão de proceder “à descarga controlada foi tomada pelas equipas técnicas responsáveis, com base em critérios previamente estabelecidos” e face à rápida subida do nível da água da barragem, associada a um consumo industrial pouco significativo.

A AdSA sublinhou que a descarga foi realizada “de forma gradual e faseada”, apesar de se tratar da primeira operação deste tipo por razões de segurança em mais de 40 anos de registos.

“A elevada precipitação, a saturação dos solos e o incremento de afluências anómalas à albufeira, com a consequente rápida subida do nível de água na albufeira, tornou necessário acionar este procedimento de segurança da infraestrutura. A Barragem de Morgavel nunca, desde que há registo, precisou de descargas por razões de segurança”, destacou.

De acordo com a empresa, não existia qualquer indicação prévia de risco específico de aluimento de terras associado às descargas na zona de Morgavel, não existindo também registo ou classificação que identificasse o troço do CM/EM 1109 como área de risco ou instabilidade.

Desde o primeiro momento, o procedimento foi articulado com o Serviço Municipal de Proteção Civil de Sines, frisou.

Relativamente ao colapso de parte do caminho, que liga São Torpes a Porto Covo, a AdSA esclareceu que “será necessária uma análise ao projeto da estrada, em articulação com o Município de Sines, por se tratar de uma estrada municipal, sabendo-se, à partida, que o troço afetado se desenvolvia sobre a linha de água de descarga da barragem”.

A empresa garantiu ainda que a infraestrutura da barragem não sofreu qualquer dano”.

A Águas de Santo André defendeu que “a descarga controlada visou garantir a segurança da infraestrutura”, num contexto classificado como absolutamente anómalo devido às intempéries, não existindo “qualquer alternativa ao procedimento adotado".

“Está assegurada uma articulação estreita entre a empresa e o Município de Sines para definição das intervenções necessárias e planeamento dos próximos passos”, sublinhou.

No que respeita ao futuro e, “em resultado da análise técnica em desenvolvimento”, a empresa consider

ou ser importante “assegurar as condições de estabilidade da via num contexto de alterações climáticas, tendo em conta os efeitos do mar, bem como de escoamento da linha de água, incluindo as condições de exploração da barragem de Morgavel”.

A AdSA garantiu que manterá todos os procedimentos de monitorização e gestão da albufeira que, até à data, se têm revelado eficazes.


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SANTIAGO DO CACÉM
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