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Em comunicado, o deputado social-democrata eleito pelo círculo de Beja apontou culpas ao PS por esta escola não ter sido, ainda, alvo de uma requalificação por inteiro", depois de, em 2022, ter sido assinado um "acordo setorial entre o Governo socialista e a Associação Nacional de Municípios" para o "financiamento de um programa de reabilitação de escolas".

Segundo o deputado, nesse acordo, a Escola Secundária de Odemira foi "classificada como P2 [urgente]", não tendo sido, por isso, considerada elegível para este primeiro aviso de concurso com financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) que engloba as escolas classificadas de muito urgente.

Os esclarecimentos do parlamentar do PSD surgiram na sequência de uma moção da Assembleia Municipal (AM) de Odemira, manifestando “profundo descontentamento e indignação” pelo “contínuo e inexplicável abandono a que a Escola Secundária de Odemira está votada por parte do Governo” da AD (PSD/CDS-PP).

Em causa está o facto de esta escola não surgir entre os estabelecimentos de ensino que vão beneficiar de financiamento, através do BEI, para serem requalificados, em “favor de escolas noutros concelhos”.

"A Escola Secundária de Odemira não ficou fora do financiamento europeu, como disse a AM de Odemira, está abrangida, mas só não foi elegível para este primeiro aviso” de concurso com financiamento do BEI, afiançou.

Gonçalo Valente afirmou ainda que, "não sendo as verbas ilimitadas", os "avisos vão sendo abertos de acordo com a urgência da intervenção".

E acrescentou que "recentemente, foi aberto o aviso para a requalificação das escolas consideradas muito urgentes (P1)".

"Mas, nas próximas semanas, vai abrir um novo aviso para as escolas abrangidas pela classificação urgentes (P2), como é o caso da Escola Secundária de Odemira, e financiadas pela mesma fonte”, o BEI, esclareceu.

Em resposta, a concelhia do PS de Odemira, lembrou que a moção da Assembleia Municipal foi aprovada por unanimidade, congratulando os dois deputados do PSD que votaram a favor "por colocarem a defesa de Odemira à frente dos interesses das forças políticas que os elegeram".

"Essa é uma tradição dos órgãos municipais neste concelho que deve ser enaltecida, relevada e uma boa prática a manter", argumentou.

No comunicado, a concelhia socialista criticou ainda a inação dos governos AD.

"Com o atual governo liderado pela AD, o aviso de financiamento lançado apenas contempla a possibilidade de candidatura das escolas classificadas com o nível P1, ao contrário do que havia assumido o anterior governo. Os órgãos municipais não foram informados ou contactados pelo governo ou pela direção regional sobre quando seriam cumpridos os acordos assumidos", referiu.

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SANTIAGO DO CACÉM
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