Foto: CMAS

No Alentejo Litoral, a situação mais preocupante prende-se com o rio Sado, que apresenta caudais superiores aos habituais, colocando em risco as atividades humanas no leito do rio e nas margens, especialmente nas zonas que já se encontram inundadas.

A ANEPC identifica os concelhos de Alcácer do Sal e Santiago do Cacém como áreas com perigo potencial, recomendando especial atenção à população ribeirinha.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), estão previstos períodos de chuva por vezes forte e persistente, vento com rajadas que podem atingir os 75 km/h no litoral e 95 km/h nas serras do sul, bem como forte agitação marítima, com ondas até seis metros na costa ocidental.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou para a possibilidade de cheias e inundações fluviais, resultado da subida dos níveis dos rios e da acumulação de águas pluviais, situação que poderá agravar-se na quarta e quinta-feira. Em Alcácer do Sal, o risco está associado ao transbordo do rio Sado e ao impacto nas zonas ribeirinhas historicamente vulneráveis.

Entre os efeitos esperados contam-se ainda o galgamento costeiro, instabilidade de vertentes, queda de árvores e estruturas soltas, piso rodoviário escorregadio e constrangimentos à circulação, aumentando o perigo para pessoas e bens.

Face a estas previsões, a Proteção Civil apelou à adoção de medidas preventivas, destacando a importância de evitar a circulação e permanência junto às zonas ribeirinhas, não atravessar áreas inundadas, retirar bens e viaturas de locais suscetíveis a cheias e cumprir rigorosamente as indicações das autoridades.

A população foi também aconselhada a acompanhar a evolução da situação meteorológica e hidrológica e a manter-se informada através dos canais oficiais do IPMA, da APA e da Proteção Civil.

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