Foto: Direitos Reservados

Entre outras reivindicações, o plano inclui a construção de uma maternidade no Hospital do Litoral Alentejano (HLA) e a atribuição de médico e enfermeiro de família a todos os utentes.

No documento, a coordenadora das comissões apontou limitações no acesso à saúde, aos transportes, aos serviços postais e à justiça, assim como problemas nas estradas da região.

"Não é admissível que os utentes da região mantenham sérias limitações no acesso aos diversos serviços públicos, mantendo-se igualmente a degradação das instalações e a dificuldade de acesso aos Serviços Públicos", sustentou.

Na área da saúde, as estruturas falam na existência de cerca de 35 mil utentes sem médico de família e que faltam aproximadamente 100 enfermeiros na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA).

Alertaram ainda para o recurso a empresas de trabalho temporário no Serviço de Urgência do HLA e para a presença de médicos sem especialidade em pediatria no atendimento das urgências pediátricas.

As comissões reclamaram a colocação de pediatras naquele serviço durante as 24 horas do dia e medidas de atração e fixação de médicos, enfermeiros e outros profissionais, através de incentivos remuneratórios, melhores condições de trabalho, formação contínua e concursos com dedicação exclusiva.

Entre as exigências encontram-se também a conclusão da Extensão de Saúde de Vila Nova de Milfontes, a reabertura das extensões de São Francisco da Serra e Canal Caveira e o regresso do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Grândola durante as 24 horas.

É ainda proposta a reabertura da Unidade de Convalescença da ULS do Litoral Alentejano e a realização de análises e de outros exames complementares de diagnóstico nos centros de saúde da região.

As comissões defendem a redução de 1.900 para 1.500 utentes por médico e enfermeiro de família, além da disponibilização de um médico dentista por cada 2.500 utentes.

Nos transportes, reivindicam o regresso dos comboios de passageiros a Alcácer do Sal, Amoreiras-Gare, Luzianes-Gare e Pereiras-Gare, bem como à ligação entre Sines e Ermidas-Sado.

O caderno inclui igualmente a reabertura de um terminal rodoviário em Grândola e a construção do Itinerário Principal 8, entre Sines e Vila Verde de Ficalho, sem portagens.

A reparação do Itinerário Complementar 1, entre Palma e Alcácer do Sal, e das estradas nacionais 120, 120-1 e 253 está também entre as exigências apresentadas.

Na área postal, as comissões defendem a renacionalização dos CTT e a contratação de carteiros em número suficiente para assegurar a distribuição diária do correio.

Segundo o documento, existem localidades da região onde a distribuição postal ocorre apenas uma vez por semana e zonas urbanas onde o correio chega de cinco em cinco dias.

As reivindicações abrangem ainda a reabertura do Tribunal de Alcácer do Sal, o reforço dos profissionais dos tribunais, a redução dos preços da energia e das telecomunicações, a aplicação da taxa de IVA de 6% à energia consumida pelas famílias e a extinção das portagens.

As Comissões de Utentes dirigem as exigências ao Governo e aos partidos políticos com representação na Assembleia da República, defendendo o reforço dos serviços públicos no Litoral Alentejano.

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SANTIAGO DO CACÉM
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