Foto: DR

A situação foi levantada pela vereadora do Chega na Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Cláudia Estevão, que questionou o presidente do município durante a reunião de câmara realizada esta quinta-feira.

A autarca instou o executivo a apurar a situação junto da entidade responsável, depois de ter recebido vários alertas por parte da população devido ao uso indevido daquele espaço.

"Neste momento, as pessoas dizem ter suspeitas de algumas invasões que podem representar risco, porque está abandonado, e há furto. Além das máquinas [agrícolas] que se encontram no perímetro da estrutura", explicou a autarca, em declarações à rádio M24.

Na proposta apresentada, refere que "existirão sinais compatíveis com abandono, intrusão indevida, alegados atos de vandalismo e furtos de materiais", podendo esta situação "comprometer a segurança de pessoas e bens, afetar a tranquilidade da população e agravar a degradação do património público".

Neste contexto, Cláudia Estevão defendeu a necessidade de o município promover, com caráter de urgência, uma "vistoria técnica ao local" e encetar diligências junto das entidades competentes.

Também enquanto deputada eleita pelo Chega na Assembleia da República, interpelou o ministro da Agricultura e Mar sobre esta matéria, questionando o governante sobre o que está previsto para aquele local e porque razão a requalificação já prevista para aquele espaço ainda não avançou.

Em resposta, o presidente da câmara, Bruno Gonçalves Pereira, disse já ter contactado a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.

"A câmara e a junta de freguesia de Alvalade já tinham identificado esta situação, porque é um espaço que, aparentemente, estaria abandonado", explicou o autarca, esclarecendo que no local residia "um antigo funcionário do laboratório que ali existia".

Segundo o autarca, a CCDR Alentejo informou que existe um projeto com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para aquele local, que prevê a criação de um centro operativo e tecnológico hortofrutícola nacional, bem como a instalação da Direção Regional de Agricultura do Alentejo e de um “Smart Farm Colab”.

"Há financiamento PRR, as obras já deviam estar feitas, [mas] não começaram. Contactámos a CCDR, através do serviço regional de Santiago do Cacém, e o que ficou decidido é que vamos instar o INIAV a dizer porque não começar as obras, se é possível avançar e selar o espaço para não continuar a ser alvo de vandalismo", afiançou.

O presidente acrescentou que irá agora reforçar contactos junto do INIAV e do Governo, no sentido de avançar com a concretização deste projeto.


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SANTIAGO DO CACÉM
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